quarta-feira, 18 de julho de 2007

Perder para ganhar

Ocorreu no Campeonato Gaúcho de 1978, disputado em três turnos. O campeão e o vice de cada turno classificavam-se para um hexagonal final. No primeiro (sem participação da dupla Gre–Nal, que disputava o Brasileiro), deu Esportivo e Novo Hamburgo. No segundo, Inter e Juventude. Restavam duas vagas.

Na noite de 25 de outubro daquele ano, o Grêmio enfrentaria o Juventude pela última rodada do terceiro turno.

Empatando ou vencendo, o Tricolor iria para o quadrangular do turno, mas também classificaria o Internacional de Santa Maria. Isso obrigaria o Grêmio a ficar em primeiro ou segundo no terceiro turno para se garantir no hexagonal.

Perdendo, o caminho ficava fácil: Inter, Caxias, Juventude e Grêmio iriam para o quadrangular do terceiro turno.

Como Inter e Juventude já estavam assegurados no hexagonal final, Grêmio e Caxias começariam a disputa do terceiro turno também garantidos para o hexagonal, como terceiro e quarto colocados no turno.

E o Grêmio, então treinado por Telê Santana e com um time cheio de garotos, perdeu por 4 a 3. No final do que ficou famoso como “jogo da vergonha”, o time saiu abraçado, agradecendo a compreensão da torcida. Mas o Internacional acabou campeão gaúcho.

O Náutico chegou a perder para se classificar. O regulamento dos Campeonatos Pernambucanos da década de 1980 previam a disputa de três fases, sendo que a terceira envolveria os campeões de cada fase, mais os dois melhores times por índice técnico.

Em 1986, Sport e Santa Cruz venceram as duas primeiras fases. Náutico e Central de Caruaru entraram no quadrangular da terceira fase por índice técnico. O Central liderava essa fase ao lado do Santa Cruz, e, se a vencesse, o regulamento previa uma quarta fase com os campeões de cada turno e mais o time de melhor índice técnico (que, no caso, era o Náutico).

Na última rodada, o Náutico (já sem chances de vencer a fase) entrou em campo precisando perder para o Central (e perdeu por 2 a 0). No entanto, Central e Santa Cruz empataram em pontos e no jogo extra; o tiro do Náutico saíra pela culatra. O Santa Cruz venceu o Central e decidiu o estadual com o Sport Recife, sem precisar da quarta fase.


Alguém lembra de outro(s) caso(s) ?



7 comentários:

Maurício Vargas disse...

Não só não tenho outros casos como também não entendi esses haha. E eu que achava que os regulamentos do brasileirão eram confusos anos atrás.

abraços

Alexandre Anibal disse...

Não é exatamente o termo "perder para ganhar" mas acho pertinente comentar.

Eu me lembro de um caso que ocorreu há 10 anos num Campeonato Mundial de Clubes, mas no futebol de salão.

O Barcelona jogaria contra um time norte-americano chamado Búfala. Quem ganhasse iria jogar a semi-final contra o favoritíssimo Internacional de Porto Alegre.

Pelo que me lembro, o jogo foi bizarro e o Barcelona acabou perdendo pra jogar a final contra o Internacional, que ganhou a Final e sagrou-se Campeão do Mundo.

subsimoes disse...

Gostaria de complementar que no dia em que o grêmio teve que perder para o juventude, esse resultado teria que combinar com a vitória do Inter sobre o Caxias, tendo a diretoria do grêmio colocado um anúncio na zero hora, convocando a torcida gremista para torcer pelo colorado (basta pesquisar nos anais de ZH). O Inter venceu o jogo e ajudou o grêmio.

Anônimo disse...

Não é verdadeira a postagem acima. Fake

E- vengalist disse...

Mais fácil eu entender uma tese de doutorado de física nuclear do que entender esse texto.

E- vengalist disse...

Mais fácil eu entender uma tese de doutorado de física nuclear do que entender esse texto.

Ruben De Oliveira disse...

Não chega a ser tão absurdo, mas no Campeonato Paulista do ano passado (2014), o Corinthians ficou em 7o. lugar na classificação geral e não se classificou, enquanto o 11o. e 120. se classificaram.
Esse ano (2015), o Penapolense chegou à ultima rodada podendo se classificar, caso vença, ou ser rebaixado, caso perca.
Coisas de um futebol que perde de 7X1 pra Alemanha...