sábado, 29 de dezembro de 2007

Eu odeio rodeio

Estou assistindo West Ham x Manchester United. Jogo bem interessante do campeonato inglês, esse oásis de futebol para nós viciados, que ficamos abstinentes nesse período de festas.

Pois chega o intervalo e vejo que o canal também transmitirá, por esses dias, o PRC Rodeo (ou algo desse tipo), um grande evento de rodeio em Las Vegas, Estados Unidos.

Lamento profundamente que uma emissora inteligente e de alta qualidade exiba cenas de crueldade e maus-tratos aos animais. É lamentável e repugnante.

Sugiro que leiam o texto de Vanice Teixeira Orlandi, da UIPA, a União Internacional Protetora dos Animais no link Cruéis Rodeios - A exploração econômica da dor. Mostra, de fato, o que há por trás de toda essa prática imbecil.

Para os que têm conta no Orkut, sugiro que leiam também esse tópico: Orkut Rodeio

Crueldade é informação. Mas não é esporte.

Fazer outro ser vivo sofrer não é esporte.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Turno e returno já!!

O texto "A TABELA DA INCOMPETÊNCIA" do grande PVC sobre a ingrata tabela para o Mirassol no Campeonato Paulista é cirurgicamente correto. Ele mostra como foi mal-feita a tabela do Paulistão que vem aí. Gostaria de saber quem foi o gênio que a elaborou.

No texto, PVC coloca o Mirassol como favorito ao rebaixamento. Pois eu adicione ao Mirassol o Juventus como favorito ao descenso.

Vejam a tabela para o time grená da capital:

16/01 - Juventus x Noroeste (primeiro jogo em casa)
20/01 - Marília x Juventus (primeiro jogo fora)
24/01 - Juventus x Santos (jogo em São Paulo, mas contra o Santos e pelo horário, 20:30, fora da Javari. Considero jogo neutro, no mínimo)
27/01 - Sertãozinho x Juventus (segundo jogo fora)
30/01 - Juventus x Portuguesa (jogo em São Paulo, mas contra time da capital. Outro que considero jogo neutro, no mínimo)
02/02 - São Caetano x Juventus (terceiro jogo fora)
07/02 - Ponte Preta x Juventus (quarto jogo fora)
10/02 - Juventus x Barueri (para mim, é o segundo jogo como mandante DE FATO)
16/02 - Juventus x Palmeiras (jogo em São Paulo, mas contra time de capital e pelo horário, 18:10, fora da Javari. Considero jogo neutro, no mínimo)
21/02 - Mirassol x Juventus (quinto jogo fora)
24/02 - Juventus x Guaratinguetá (terceiro jogo como mandante DE FATO)
01/03 - Ituano x JUventus (sexto jogo fora)
08/03 - Rio Claro x Juventus (sétimo jogo fora)
12/03 - Juventus x Paulista (quarto jogo como mandante DE FATO)
15/03 - Corinthians x Juventus (oitavo jogo fora)
22/03 - Bragantino x Juventus (nono jogo fora)
27/03 - Juventus x Rio Preto (quinto jogo como mandante DE FATO)
30/03 - Juventus x Guarani (sexto jogo como mandante DE FATO)
06/04 - São Paulo x Juventus (décimo jogo fora)

Ou seja, além dessa imbecilidade que é um campeonato sem turno e returno (nem precisa ser pontos corridos, mas turno e returno é essencial), a mente brilhante que criou a tabela, encurralado pela conta que não bate (afinal, são 19 jogos para dividir em "casa" e "fora"), faz besteiras como a que coloca um time para jogar 10 jogos fora e 9 em casa, dos quais 3 são contra adversários da mesma cidade e pior, fora de seu estádio.

Por isso, continuo defendendo que os estaduais, torneios que gosto e acho divertidos, deveriam ser disputados em sistema de Copa do Mundo, com sede fixa. No caso de São Paulo, seriam 4 grupos de 5 times, por exemplo, com Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos de cabeças-de-chave. No ano "X", teríamos um grupo em Campinas, um em Limeira, um em Araras e outro em Rio Claro, por exemplo. No ano "Y", teríamos grupos em Rio Preto, Mirassol, Jales e Catanduva e vai por aí. Seria uma festa nessas cidades, que receberiam 5 jogos de um time grande.

Os dois primeiros de cada grupo iam às quartas-de-final, posteriormente semi e final. Em 30 dias, o campeonato terminaria. Não haveria rebaixmento: os 4 classificados para a semifinal teriam vaga garantida, assim como os 4 times-sede, para o ano seguinte. As 12 vagas restantes seriam disputadas o ano todo em uma seletiva estadual.

Seria uma festa no Interior. De fato e sem demagogia. E continuaria divertido.

Đồng Tâm Long An



Essa semana, o goleiro brasileiro Fabio dos Santos, com passagens por Vasco, Campo Grande (RJ) e Barreira de Saquarema (RJ) naturalizou-se vietnamita, depois de jogar por cinco anos no Đồng Tâm Long An, um dos times mais ricos do país.

Com isso, Fabio se torna o grande favorito a ser convocado como goleiro titular da seleção nacional que disputou (e foi eliminada) as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, já que os goleiros vietnamitas convocados para os últimos jogos (Bùi Quang Huy, que joga no Nam Định e Trần Đức Cường, que joga no Đà Nẵng) não são confiáveis. O técnico da seleção, o interino Mai Đức Chung, que substitui o austríaco Alfred Riedl, já disse que admira muito o goleiro brasileiro.

Mas que time é o Đồng Tâm Long An (cuja pronúncia aproximada é Duanc Tom Lonc Ã)?

Fundado em 2000 pela Đồng Tâm, uma das maiores indústrias de cimento da Ásia, o time tricolor manda seus jogos na cidade de Tân An, no estádio Long An, com capacidade para 15 mil pessoas e que sempre lota com fanáticos torcedores. Já em 2003, o Đồng Tâm foi vice-campeão nacional.

Em 2005, veio o primeiro título da V-League (o Campeonato do Vietnã), ao mesmo tempo em que o time era campeão da Copa do Vietnã. No ano seguinte, chega ao bicampeonato nacional, em torneio vencido apenas na última rodada, com 1 ponto de vantagem sobre o Bình Duong, que também recebe grandes injeções de dinheiro, no caso, da Becamex, uma corporação multinacional de origem vietnamita do setor energético. Aliás, em 2007, o campeão da V-League foi o Bình Duong, com algumas rodadas de antecedência.

O Đồng Tâm possui outro brasileiro em seu elenco, o desconhecido Antonio Rodrigues, que também saiu do futebol do interior do Rio de Janeiro e é um dos ídolos da torcida, sendo cogitado um futuro "naturalizado". O técnico do Đồng Tâm, Võ Quốc Thắng, considera Rodrigues "um dos melhores atacantes do futebol asiático".


segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

FC Santa Claus e o futebol da terra do Papai Noel

Nessa véspera de Natal, não há melhor maneira de comemorar tal data falando de futebol.

Acima, o escudo mais natalino do futebol mundial: o FC Santa Claus, de Rovaniemi, que é a capital da Lapônia, província finlandesa considerada oficialmente a Terra do Papai Noel.

O Santa Claus, fundado em 1978, joga na Kolmonen, que é o equivalente finlandês à quarta divisão nacional. O time já esteve na terceira divisão, mas caiu depois que a indústria carbonífera local fechou, atendendo a determinações do Ministério do Meio Ambiente do país.


Jogando de camisas e calções vermelhos com detalhes brancos e meias pretas (simulando a roupa do Papai Noel), o Santa Claus tem feito bons campeonatos, mas não consegue subir de divisão, principalmente pela falta de dinheiro.


A Kolmonen é dividida em 12 grupos regionais, determinados pelas províncias do país: Helsinque e Região Metropolitana (3 grupos), Itä-Suomi, Kaakkois-Suomi, Keski-Pohjanmaa, Keski-Suomi, Pohjois-Suomi, Satakunta, Tampere, Turku e Ilhas Alandas e Vaasa.


Da Kolmonen, sobem três times que vão para a Kakkonen, a terceira divisão nacional, que é formada por 3 grupos de 14 times cada.


Abaixo, os participantes da Kolmonen, com os escudos do principal time de cada grupo.


Grupo Helsinki e Região Metropolitana


Sub-grupo 1


Allianssi Vantaa

BK-46 Karjaa

EBK Espoo

EsPa Espoo

Espoo 2

HIK Hanko

Lohja

Kelohonka (Espoo)

NJS Nurmijärvi

NuPS Vihti

PMP EJ Espoo

Pöxyt (Espoo)


Sub-grupo 2


Degis (Helsinque)

POHU Helsinque

HerTo Helsinque

HIFK Soccer (Helsinque)

JäPS Järvenpää

Kiffen (Helsinque)

MaKu Helsinque

PPV Helsinque

PuiU Helsinque

RIlves (Riihimäki)

SAPA(Helsinque)

TuPS, Tuusula


Sub-grupo 3


AC Vantaa

Akilles Porvoo

Kontu Arctic (Helsinque)

Viikingit 2 (Helsinque)

Futura Porvoo

Gnistan/Ogeli (Helsinque)

IVU Vantaa

MPS Helsinque 2

Keski-Uusimaa (Kerava/Tuusula/Järvenpää)

PK-35 Helsinque 2

Ponnistus (Helsinque)

Stars Lahti


Itä-Suomi


JIPPO Joensuu 2

JoPS Joensuu

LehPa Kontiolahti

OuPa Outokumpu

PAVE Iisalmi

PK-37 Iisalmi

Riverball (Joensuu)

KuFu-98 Kuopio

SiPS Siilinjärvi

Warkaus JK 2

Zulimanit Kuopio


Kaakkois-Suomi


HaPK Hamina

HP-47 Heinola

KTP Kotka

Kultsu (Joutseno)

PEPO Lappeenranta

Purha (Anjalankoski)

RPS Ruokolahti

SavU Mikkeli

SiU Simpele

STPS Savonlinna

VKajo (Valkeala)

VoPpK Kuusankoski


Keski-Pohjanmaa


Esse Ähtävä (Pedersöre)

YPA Ylivieska 2

Jaro Pietarsaari 2

GBK Kokkola 2

Myran Alaveteli (Kruunupyy)

KP-V Kaustinen

NIK Uusikaarlepyy

No Stars (Kokkola)

PeFF Pedersöre

Reima (Kokkola)

TUS Terjärv (Kruunupyy)

Öja-73 (Kokkola)


Keski-Suomi


BET Jyväskylä

K-Jazz Äänekoski

FCV/Reds Vaajakoski

HPP Haapamäki

Huima Äänekoski 2

JIlves Jämsänkoski

JPS Jyväskylä

LPK Jyväskylä

Pamaus (Laukaa)

PaRi Palokka

SäyRi Säynätsalo (Jyväskylä)


Pohjois-Suomi


Kajaani

OPa Oulu

Raahe

Rio Grande (Rovaniemi)

Santa Claus (Rovaniemi)

Haukiputaan Pallo (Haukipudas)

KemPa Keminmaa

OLS Akatemia (Oulu)

Oulun Tarmo (Oulu)

Tervarit Oulu

TP-47 Tornio 2


Satakunta


EuPa Eura

Rauma

Ulvila

KoPa Kokemäki

MuSa Pori 2

Nasta (Nakkila)

P-Iirot Rauma 2

PoPaMukava (Pori)

RuosV Pori

TOVE Pori


Tampere


Tigers (Tampere)

FJK Forssa

Härmä (Hämeenlinna)

KaVo Kangasala

LaVe Lammi

Loiske Sääksjärvi (Lempäälä)

NoPS Nokia

Pato Tervakoski (Janakkala)

PJK Pirkkala

PS-44 Valkeakoski

TKT Tampere

TP-49 Toijala (Akaa)

VaKP Valkeakoski

YlöR Ylöjärvi


Turku e Ilhas Alandas


Boda (Kemiö/Dragsfjärd/Västanfjärd)

HammIK (Hammarland)

JyTy Turku

LTU Littoinen (Lieto)

PIF Parainen

SCR Raisio

TPK Turku

TPK Turku 2

TuTo Turku

VG-62 Naantali 2

Vilpas (Salo)

ÅIFK Turku


Vaasa


KOMU Mustasaari

Korsholm (Mustasaari)

IK Ilmajoki

Karhu (Kauhajoki)

NuPa Nurmo

Sporting Kristina (Kristiinankaupunki)

TePa Teuva

VIFK/Young Boys (Vaasa)

Lapuan Virkiä (Lapua)

VPS Vaasa 2

VPV Vaasa

VäVi Vähäkyrö


domingo, 23 de dezembro de 2007

O escudo islamizado do Barcelona

1
2

3


Observe os três escudos acima. Observe-os com atenção. Notou alguma diferença?


Não, não é um jogo dos sete erros. É o jogo da diferença.


Da diferença de entendimentos. Da diferença de compreensões.


Da dificuldade em se entender as diferenças.


Quando da partida entre Fenerbahçe e Internazionale, o advogado turco Baris Kaska enviou à UEFA um protesto oficial contra o uniforme do time italiano (camisa branca com uma cruz vermelha atravessando toda a camiseta), por “manifestar de forma explícita a superioridade racista de uma religião”. Seguno Kaska, a cruz é a mesma utilizada pelos cavaleiros da Ordem dos Templários, fundada pouco depois da conquista de Jerusalém na primeira cruzada: “esta cruz me fez lembrar de dias sangrentos do passado: a Inter ofendeu o Islã”.


Mal sabe ele, do alto de seu próprio preconceito, que a cruz interista é um símbolo de Milão: a Cruz de Santo Ambrósio, patrono da cidade italiana.


Pois o Barcelona, segundo o jornal espanhol La Vanguardia passou pelo mesmo apuro nas camisas que colocou à venda em lojas de esporte da Arábia Saudita e da Argélia e por isso, alterou seu escudo (ver escudo "2"), retirando um dos braços da Cruz de São Jorge, ou Saint Jordí, em catalão, santo padroeiro da cidade, que existe do lado esquerdo do tradicionalíssimo distintivo (ver escudo "3").


A diretoria barcelonista ainda não admitiu a alteração, já que de 1939 a 1974, durante a ditadura de Franco, o Barcelona mudou seu escudo (ver escudo "1"), reduzindo, por obrigação de leis nacionalistas, a bandeira catalã situada na parte superior direita a simples traços vermelhos e amarelos. O nome também mudou de "Clube de Futebol Barcelona" para "Futebol Clube Barcelona", sonoramente mais “espanhol”.


Isso, evidentemente, traz terríveis lembranças aos torcedores e ao povo catalão, pois representou a derrota da liberdade e a vitória da força.


Se de fato a alteração do escudo nas camisas para o mercado islâmico se confirmar, será, mais uma vez, a vitória da idiotice e do preconceito.



sábado, 22 de dezembro de 2007

Cuzco e Potosí

O Flamengo, representado por sua diretoria e pelo seu braço na mídia, deu um chilique monstro quando do jogo contra o boliviano Real Potosí pela última Taça Libertadores.

Reclamou, disse que os atletas podiam morrer, foi até à Fifa. Esperneou, chorou e protestou. Por outro lado, alguns médicos sérios se pronunciaram contra jogos na altitude. Outros igualmente sérios disseram que uma boa adptação resolveria o problema.

O time rubro-negro disse que jamais jogaria de novo em altitudes extremas.

Pois nessa edição 2008, que começará em finais de janeiro, o Cienciano, da peruana Cuzco, enfrentará o Montivedeo Wanderers pela primeira fase. Se passar, cai no grupo de Nacional, Coronel Bolognesi e... Flamengo!

Potosí, sudoeste boliviano, fica a oficiais 3.967 metros de altitude.

Cuzco, sudeste peruano, fica a oficiais 3.310 metros de altitude.

A Conmebol já disse que o Flamengo terá que jogar em Cuzco, sob pena de "punição exemplar", segundo Hildo Nejar, dirigente da entidade.

Será que o dirigente que bravateou em Potosí irá junto com a delegação?


Boyacá Chicó

No sorteio para a Libertadores 2008 acontecido nesta última semana, o nome de um time que poderá ser adversário do São Paulo na primeira fase do torneio chamou atenção: o Boyacá Chicó, da Colômbia.


Fundado como Chicó Fútbol Club em 1997 na cidade de Bogotá, o time recebeu esse nome como forma de homenagem ao Parque Chicó, distrito da capital colombiana (a palavra chicó tem origem muísca, povo que habitou parte da região em que hoje fica Bogotá e significa “aliado”) em que nasceu o fundador do clube. Em 26 de março de 2002, após problemas financeiros, o Ajedrezado foi refundado com o nome de Deportivo Bogotá Chicó Fútbol Club.


Depois de conquistar títulos de divisões inferiores e estar em permanente conflito com a prefeitura bogotana, o time alviverd, mas que tem jogado muitas vezes de azul, mudou-se, em 2004, para Tunja, capital do departamento de Boyacá (outra palavra muísca, significando “perto do cacique”), localizado no nordeste da Colômbia e cenário das mais importantes batalhas que libertaram o país do jugo espanhol no início do século 19.


Foi apenas depois da mudança que o time passou a se chamar Boyacá Chicó, jogando no estádio de La Independencia, com capacidade para pouco menos de 10 mil espectadores e que também abriga jogos do Patriotas de Tunja, time local que joga na segund divisão colombiana, da qual o Boyacá Chicó foi campeão em 2003 depois de ter ganhado a terceira divisão no ano anterior.


O escudo do Chicó mostra um portão, que nada mais é do que a representação da entrada principal dos jardins do Parque Chicó.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Fifa quer burocratizar a paixão

Citado pelo brilhante PVC, o não menos brilhante Celso Unzelte bem definiu: “Não é preciso chamar Dom Pedro de Presidente da República para entender sua importância.”

A decisão da Fifa (aquela que se cala quando deve falar e fala quando deveria se calar) sobre os Mundiais é tão polêmica quanto inútil e desnecessária. Ora, como ignorar que gigantes como Real Madrid, Peñarol, Santos, Flamengo, Independiente, Nacional de Montevidéu e Ajax são campeões mundiais de fato? E como negar que os brilhantes Estudiantes, Olimpia, Estrela Vermelha, Vélez Sarsfield e Borussia Dortmund já foram donos do mundo?

Com essa inútil decisão, a Fifa demonstra ignorar o que ela deveria mais prezar: a paixão pelo futebol, o valor de um título. Burocratizar tal sentimento é de uma burrice e de um cinismo ímpar.

Por outro lado, discuta-se regulamentos (para mim, time de país-sede ou time que não ganhou torneio continental terem vaga é um desacerto), discuta-se times fracos (em tempo, sou a favor de um time da Oceania sim, seja ele da Nova Zelândia, de Vanuatu ou da Micronésia: a beleza do futebol é sua democracia), discuta-se o Mundial cancelado de 2001, discuta-se o que quiser.

Mas o Corinthians é campeão mundial de 2000 (junto com o Boca Juniors, campeão da Intercontinental, mas é), o São Paulo é de 2005, o Inter de 2006 e o Milan de 2007.

Repito: burocratizar o futebol é tirar dele o seu combustível.

Quem entra nessa é por duas razões: má-vontade ou desinformação.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Club Atlético Osasuna

Hoje, o Real Madrid enfrentou o Osasuna pelo Campeonato Espanhol. O time adversário, que muitos chamavam de Osasuña até a década de 80, é da cidade de Pamplona (Iruña, em basco), no País Basco. O nome do time rubro-azul significa "força, saúde e vigor" em basco, sendo o único time da primeira divisão que tem um nome em outro idioma que não o espanhol.

Os Txano Gorritxo ("Chapeuzinho Vermelho" em basco) foram fundados em 17 de novembro de 1920, fruto da fusão entre o Sportiva Pamplona e o New Club e esteve durante doze temporadas na terceira divisão nos anos 40 e 50, mas logo que subiu à segunda em 1960 e ainda mais com a inauguração do seu estádio, então chamado El Sadar, em homenagem ao rio Sadar que cruza toda a região de Navarra, onde fica Pamplona, firmou-se como um time médio espanhol, com várias passagens pela divisão superior do futebol local.

Como dito, o estádio do Osasuna chamava-se El Sadar. Atualmente, depois de grande reforma e com capacidade para pouco menos de 20 mil espectadores, passou a ter o nome de Reyno de Navarra, em óbvia referência à Comunidade de Navarra, maior província basca da Espanha, que também ajuda o clube financeiramente, com cerca de 1 milhão de euro por ano.

O escudo dos Rojillos (o outro apelido do Osasuna) se assemelha ao brasão de armas da cidade de Pamplona, que foi idealizado pelo rei Carlos III de Navarra em 1423. O brasão (e o escudo) tem um leão dourado e uma corrente de oito elos, que é o símbolo de Navarra em homenagem à Batalha de Navas de Tolosa, na qual o rei Afonso VIII de Castela derrotou os mouros.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Herança Maldita

Já vi inúmeras entrevistas de Andres Sanchez e de Mario Gobbi, respectivamente, presidente e diretor de futebol do Corinthians dizendo que vão fazer "uma limpa" no clube, para livrá-lo dessa "herança maldita" deixada pela gestão Dualib.

Tal afirmação é de um cinismo e de uma cara-de-pau inacreditáveis! Sanchez era braço-direito de Dualib e saltou fora do barco quando este começou a fazer água, mesma atitude de Mario Gobbi, então braço-direito de Nesi Curi.

É inacreditável.

E tem corinthiano que acredita nessa gente.

* * *

Dos lados palestrinos, o ex-presidente Mustafá Contursi (aquele que prefere piscinas aquecidas e Gioino no ataque) fica soltando boatos dos mais variados tipos pelas alamedas palmeirenses, a fim de desestabilizar a atual diretoria e tentar, miseravelmente, voltar. Outro dia, numa lanchonete ao lado do Departamento de Tênis, um diretor disse a quem quisesse saber: "ouvi dizer que em 2009, o Palmeiras estará insolvente e quebrará".

Esse é apenas um dos boatos. O único que ouvi estando presente.

Pior que tem jornalista que dá guarida a ele, oferecendo longas entrevistas à essa figura que pelo bem do futebol, devia-se manter num merecido ostracismo.

* * *

Na Baixada Santista, Marcelo Teixeira, o rei Netuno I, é reeleito pela sexta vez como presidente do Santos.

Eleito, na maioria das vezes, por conselheiros das antigas, que viram Pelé.

E que acham que está tudo bem. Quando Netuno I sair, o buraco santista será profundo e impagável.

* * *

Bom, se há quem dê títulos de Homem do Esporte do ano a Ricardo Teixeira...

domingo, 9 de dezembro de 2007

Étoile Sportive du Sahel

Em um fim de semana sem futebol no Brasil (aquele amistosinho da Seleção Olímpica contra um catado da Série A, na hora em que escrevo, ainda nem aconteceu, mas não o considero "futebol"), as minhas atenções voltaram-se ao Mundial de Clubes.

E hoje assisti, madrugada alta, o tunisiano Étoile du Sahel vencer o Pachuca. Começo a pensar que é no futebol mexicano que está o verdadeiro chavão "jugamos como nunca, perdimos como siempre". Os times e a seleção nacional do México sempre entram como possíveis surpresas ou azarões e jamais ganharam algum torneio notável.

O time tunisiano venceu por 1 a 0 e não se pode dizer que foi um resultado injusto. Em poucos momentos, apesar da presença ofensiva constante, o Pachuca ofereceu algum perigo e os africanos, pelo contrário, mostraram bom toque de bola e uma defesa muito bem postada, lembrando bastante a própria seleção tunisana do Copa de 2006.

Mas que time é esse, o Étoile Sportive du Sahel?

Fundado em 11 de maio de 1925 na cidade de Sousse (localizada a 150 km da capital Túnis), o Étoile é um dos principais times tunisianos, com 8 títulos nacionais, atrás do Espérance de Túnis, com 20 títulos e do Club Africain, também de Túnis, com 9 campeonatos conquistados.

Além dos oito campeonatos nacionais, a
Brigade Rouge (Brigada Vermelha, por causa das cores do seu uniforme) já venceu sete Copas da Tunísia. Apesar de ser vitorioso, o time passou por uma crise financeira grave na última década, tanto que ficou sem ganhar títulos de 1997 até 2003, quando ganhou a Copa CAF (o equivalente africano à Copa da UEFA).

O time, que foi idealizado por estudantes muçulmanos de origem francesa da cidade de Sousse, escolheram o nome para representar a "luz esportiva do Sahel", província tunisiana cuja capital é a cidade de Sousse. Em oposição ao time muçulmano, outros grupos que viviam em Sousse criaram times de futebol: os franceses criaram o Patriote de Sousse, os judeus fundaram o Sousse Maccabi, os italianos fundaram o La Savoia e os malteses, muito presentes no país africano fundaram o Red Star. Quando em 1919, times de colônia foram proibidos no país, restou apenas o ESS.

Alguns importantes jogadores passaram pelo Étoile, como os brasileiros Francileudo dos Santos e José Cleyton (que naturalizaram-se tunisanos e chegaram a disputar Copa do Mundo), além dos tunisianos Habib Mougou, Abderraouf Ben Aziza e Slah Karoui (que jogou na Copa de 1978), Kaïs Ghodhbane, Ziad Jaziri (que estiveram na Copa de 2002) e Yassine Chikhaoui (que jogou na Copa de 2006).


quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O salário de Mano Menezes e o salário de Luxemburgo.

Uma das edições desse ano da Revista Placar revelou os salários mais altos do futebol brasileiro. Há alguns dias, jornais estamparam quanto dinheiro Vanderlei Luxemburgo supostamente pediu para continuar no Santos. Ontem e hoje, são os ganhos de Mano Menezes no Corinthians que vieram à baila.

O que pergunto é: a quem interessa o salário desses profissionais?

Por que ir atrás desses valores? O que muda no mundo o fato de saber quanto ganham os jogadores e técnicos de futebol? Isso não deveria ser sigiloso? Aliás, acho que é.

Digo isso por três motivos:

1- os que têm seus altos salários divulgados viram alvos de criminosos seduzidos por esse dinheiro;

2- a torcida, sempre passional, pode dizer "você ganha 200 mil por mês e o time não ganha, seu vagabundo?"

3- há quem afirme que "ao invés de pagar X para esse técnico/jogador, por que não divide esse valor em mais atletas qualificados?"

Por isso, proponho aos que divulgam esses salários que divulguem seus rendimentos mensais.

Afinal, se eles acham correto divulgar o quanto recebem outras pessoas, não devem ver problemas em divulgar seus soldos.

E os leitores/ouvintes, muitas vezes inundados por chavões, mesmismos e indigência da informação, podem saber quem faz valer seu salário e quem ganha mais que deve.



São Paulo estimula "vira-casaca" para ser o clube mais popular

Do Blog do Boleiro

É possível um corintiano de 28 anos “virar casaca” e se tornar são-paulino?

De acordo com Júlio Casares, diretor de marketing do São Paulo, a resposta é sim. “Dois conhecidos meus, já adultos, conversaram comigo no jogo do Brasil contra o Uruguai e mostraram esta vontade. Um deles me disse até que, quando tiver filho, vai encaminhá-lo para ser um tricolor.”

Esta conversa levou Casares a criar o programa da Conversão Tricolor, que deve entrar em funcionamento no início do ano que vem.

* * *

OPINIÃO DESSE BLOGUE

Mais uma tacada de mestre do marekting do mal são-paulino. É incrível: o time mais campeão dos últimos 15 anos ainda não conseguiu vantagem de torcedores sobre Vasco (um time comandado pelo inimigo número 1 de quem ama futebol) ou sobre o Palmeiras (time que não ganha um título de vulto desde 1999 e que já esteve na segunda divisão há pouco tempo).

Não pode ser coincidência. Agora, estimulam a traição daquilo que é mais caro aos torcedores, aquilo que torcedor de verdade não troca. De time.

Torcedor que é torcedor de verdade não troca.

Isso não é torcida. É Top-of-Mind.


terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Os escudos dos times do Mundial de Clubes da FIFA

BOCA JUNIORS (Argentina)


ETOILE SPORTIVE DU SAHEL (Tunísia)


MILAN (Itália)


SEPAHAN (Irã)



URAWA RED DIAMONDS (Japão)


WAITAKERE UNITED (Nova Zelândia)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A queda

Infelizmente, cair faz parte do campeonato. O Corinthians buscou e sacramentou sua queda desde que assinou com a MSI. Fazer acordo com bandidos e mafiosos nunca termina bem. Ainda na minha coluna no Distintivos.com.br eu disse, na época da assinatura do contrato, que a coisa ia ser feia quando eles saíssem.

O ano de2008 será sofrido, mas de renascimento. Há poucas coisas na vida que eu acredite mais do que no fato de tudo ser impermanente. Há dores que parecem eternas. Mas acabam. E via de regra, tornam-se alegrias.

Não torci para o Corinthians cair. Mas existem dois corinthianos no mundo que me fazem querer o bem do Corinthians: Alexandre Aníbal, especialista em futebol uruguaio/argentino e Eduardo Fernandes do Santos, amigo meu de Osasco. Eles não merecem tamanho sofrimento.

Em 2008, sorte para o Corinthians.

Palmeiras, uma fábrica de clichês

Odeio clichês e chavões.

Como dizem os nomes, são coisas prontas para serem indefinidamente reproduzidas (os clichês) ou imensos objetos que abrem as portas de qualquer argumentação mais complicada.

O clichê é a caixa de esgoto do raciocínio.

Mas é impossível não usar um clichê depois do Palmeiras 1 x 3 Atlético Mineiro de hoje, que eliminou o time verde em pleno Palestra Itália, casa alviverde.
O maldito chavão "ASA de Arapiraca" pairou sobre o estádio praticamente desde o início do jogo.

Com quase 35 mil pessoas presentes (eu entre elas), os torcedores que mais se preocupavam em desejar a queda corinthiana eram repreendidos de forma profética: "primeiro torce pro Palmeiras, que não tem nada ganho... depois torce pra eles caírem".
Era aquela sensação de saber que o seu time podia tremer em casa, aquele medo de um novo Palestrazo.

Quando o valoroso Atlético Mineiro começou melhor, a sensação se agravou. A ineficiência de Deyvid Sacconi era apenas um sintoma que aquela quente e ensolarada tarde teria contornos dramáticos (olha outro clichê aí), como os palmeirenses não querem se acostumar.

Depois do justo gol atleticano, um perdido Palmeiras logo conseguiu o empate num pênalti no mínimo, duvidoso. Edmundo, sem cacoete de armador, largava o pobre Deyvid sozinho na armação para cobrir a absoluta inexistência ofensiva de Luís Henrique.

Na volta do segundo tempo, o time paulista volta com Caio (absurdamente começando no banco) e Martinez, mas Leão, em excelente tarde, constrastante com um confuso Caio Júnior, fez substituições precisas, que acabaram por decretar mais uma derrota palmeirense em casa.

Apesar de o Palmeiras ter perdido alguns gols e ter acertado o travessão, a derrota foi correta pois premiou o time que pareceu realmente ganhar o jogo. O Atlético foi um time, organizado e objetivo, enquanto o Palmeiras, desmontado durante a semana, foi um catado.

Para quem se escora em chavões, foi uma derrota inspiradora. Para o Atlético Mineiro, foi uma prova que esse time tem muito a crescer. Para o Palmeiras, foi uma mostra que o time, apesar de ter chegado longe, foi até bem demais diante de suas limitações.

E assim que tivermos outra decisão no Palestra, ninguém vai se lembrar da Libertadores de 99 ou de outras vitórias em casa.

É o que dizia Barbosa sobre o Maracanazo: é a derrota mais longa da história do futebol.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Seleção do Brasileiro´07

Leitores e ouvintes perguntam minha seleção do Brasileiro. Não sou muito fã dessas seleções, mas já que pedem, faço-a com o maior prazer.

Felipe (Corinthians) - é um grande goleiro, talvez ainda não tanto quanto Rogério Ceni, Diego Cavalieri e Bruno. Mas ele fez pelo seu time mais do que os citados.

Leonardo Moura (Flamengo) - na absoluta ausência de coisa melhor.

Fábio Luciano (Flamengo) - junto com Ibson, pilar da recuperação flamenguista.

Miranda (São Paulo) - um zagueiro de altíssimo nível desde os tempos paranaenses. E Dunga convoca sempre o fraquíssimo Alex Silva.

Kléber (Santos) - caiu nas rodadas finais do campeonato, mas é um jogador de classe rara.

Pierre (Palmeiras) - desacreditado quando chegou, ídolo no momento. É o melhor desarme do futebol brasileiro atualmente.

Richarlysson (São Paulo) - o melhor jogador do São Paulo no campeonato. Mostrou imensa e necessária versatilidade. E os bandidos organizados do São Paulo não gritam seu nome.

Ibson (Flamengo) - outro nome espetacular na virada rubro-negra.

Valdívia (Palmeiras) - injustamente classificado como gênio pela torcida verde, injustamente classificado como firuleiro pelos rivais. É excelente jogador.

Acosta (Náutico) - um grande atacante, mas sem marketing.

Kléber Pereira (Santos) - não é um atacante genial, mas é discreto e eficiente.

Técnico : Muricy Ramalho (São Paulo) - há quem insista em compará-lo com Telê. É uma comparação fácil e que virou clichê. Mas o que fazer? É merecida. Um técnico para ficar na história.

Juiz: nenhum. São todos ruins, com destaque para o deplorável Wilson de Souza de Mendonça.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Camisetas Papo de Bola

O "Papo de bola", site do querido amigo gaúcho Edu César, com tudo sobre novidades do futebol, colocou à venda simpáticas camisetas personalizadas.

É só acessar Papo de Bola e comprar todos os seus presentes de Natal!


segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Juventus!!!



Você corinthiano, flamenguista, são-paulino, palmeirense, vascaíno, colorado, gremista, botafoguense, tricolores cariocas e baianos, santista. Você, que vê seu time entre as 20 maiores torcidas do Brasil, faça um exercício de abstração.


Pense que você não torce junto com mais 3 milhões de pessoas pelas mesmas cores, pelo mesmo amor. Esqueça os títulos fartos, as vitórias inesquecíveis e os craques indiscutíveis que passaram pelo seu time.


Você corinthiano, flamenguista, são-paulino, palmeirense, vascaíno, colorado, gremista, botafoguense, tricolores cariocas e baianos, santista. Você, que vê seu time entre as 20 maiores torcidas do Brasil, faça um exercício de abstração.


Pense que você não torce junto com mais 3 milhões de pessoas pelas mesmas cores, pelo mesmo amor. Esqueça os títulos fartos, as vitórias inesquecíveis e os craques indiscutíveis que passaram pelo seu time.


Vá até seu estádio preferido num dia sem jogo e sente-se nas arquibancadas. Feche os olhos. Tenha consigo a companhia das pombas, dos faxineiros da geral e da sua paixão pelo futebol. Imagine que junto de você, existem outras 500 pessoas no Brasil inteiro. No mundo inteiro.


Pense que você torce para um time cuja torcida tem esse tamanho. Um time que tem títulos esparsos e glórias advindas de vitórias sobre gigantes, um solitário gol de bicicleta. Um clube quase de bairro, que todos dizem amar, mas que poucos realmente sabem onde é o estádio.


Abstraia.


Conseguiu? O que você sentiu?


Pena? Compaixão? Achou graça? Se sentiu ridículo? Então volte para o seu gigante. Ele estará lá, de braços abertos a lhe esperar.


Sentiu prazer? Achou uma sensação esquistamente agradável? Sentiu-se único, diferente? Pronto. Você descobriu o que é torcer para um time pequeno. Agora, você de fato sabe o que é amar o futebol. Amor que é amor sobrevive a tristezas, a vitórias tão raras quanto intensas, a lágrimas carregadas de afeto.


Ontem, domingo, o Clube Atlético Juventus viveu uma de suas manhãs mais gloriosas, mais inesquecíveis, mais inacreditáveis.


Entrei na Rua Javari, o mítico estádio paulistano. Aquele que parece ter parado no tempo do futebol romântico, da bola laranja e das chuteiras pesadas. Dos juízes de preto e das traves quadradas. Dos torcedores de chapéu e das mulheres torcendo seus lencinhos, proibidas de gritar.


Estádio do Nonno, da Nonna. Estádio do time com camisa da Fiorentina e nome da Juventus. Do time do Cotonifício Rodolfo Crespi. Estádio com tribunas pintadas de grená, sem iluminação. Estádio no coração da Mooca, talvez o bairro mais querido de São Paulo, bairro operário, bairro italiano, bairro multinacional, multicultural.


E agora, campeão.


A inacreditável vitória sobre um valoroso Linense deu o título da Copa FPF (cujo nome oficial homenageia os Heróis da Revolução de 32, em esplêndida homenagem) ao time grená, que ganhou vaga para disputar a Copa do Brasil em 2008.


Não ganharemos, provavelmente.


Mas somos tão felizes.


Abstraia. Feche os olhos.


Pelo menos, lhe trará paz.