quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Notas do Brasil

Júlio César (7)
Se não fosse a falha no gol uruguaio, seria 9. É um grande goleiro, amadurecido e responsável. Rogério Ceni não fez falta.

Maicon (5)
Como de praxe, muito gás e pouca bola. Fez a jogada do segundo gol, com uma bela virada de bola.

(Daniel Alves) (sem nota)
O ala direito ideal mal entrou em campo.

Alex (4)
Um desastre. É excelente zagueiro, mas sucumbiu com toda a seleção.

Juan (6)
Impressionante. Até numa noite tétrica, se destaca no meio de tantas nulidades. Um craque sem marketing.

Gilberto (3)
Detesto chavões. Mas foi uma avenida para o avanço do ataque uruguaio. Joga no meio campo na Bundesliga e é obrigado a ser ala na seleção. Um dos grandes erros de Dunga.

Gilberto Silva (2)
Achei que o jogo contra o Peru havia sido o pior dele na seleção. O jogo de hoje provou que eu estava errado.

Mineiro (3)
A diferença dele para Gilberto Silva é que ele corre mais e tem mais fôlego. É pouco.

Kaká (5)
Tentou uma coisa aqui, outra ali. Melhorou no segundo tempo, mas nada suficiente para lhe tirar do limbo.

Ronaldinho Gaúcho (1)
Começo a ter pena dele. Não tenho mais como defendê-lo. Precisa dar um tempo de seleção brasileira.

(Josué) (6)
Entrou para segurar mais a entrada da área, para que o meio e os lados pudessem avançar. Sua função defensiva foi exercida com a habitual, porém limitada competência.

Robinho (2)
Contra o Peru, correu para lá e para cá. Hoje, quase nem isso.

(Vágner Love) (4)
Trouxe um pouco mais de movimentação no ataque. Juntar um atacante de arrancada como ele e um de área como Luís Fabiano é algo a se pensar.

Luís Fabiano (8)
O que dizer de um centroavante convocado às pressas, que vem fazendo uma temporada brilhante no Sevilla e que entra de surpresa numa fogueira e faz dois gols, dando a vitória ao seu time?

Dunga (3)
É um técnico em experiência na seleção brasileira. Seria como colocar um estagiário como presidente de uma multinacional de 100 anos de história. Está claramente perdido, não tem domínio sobre o time, não motiva os seus modorrentos jogadores e ainda age de forma raivosa. Não sei se será um bom técnico. Tem sido um mau estagiário, apesar do retrospecto matematicamente positivo.


3 comentários:

Zaki disse...

Bindi, legal o seu blog, vou colocar nos favoritos. A substituição do Ronaldinho pelo Josúe foi absurda, mas num jogo em que os dois volantes estavam mal, foi como um copo de água no deserto. Josué é isso mesmo, um copo de água, apenas isso. Mas no deserto de ontem ele parecia a salvação.
Na verdade se tivessemos 2 bons volantes as coisas começaria a se arrumar. Kléber já deveria ser titular da seleção já na copa de 2006. Acho que jogar com o 3 meia atacantes é uma opção, não é a única, outra opção boa seria colocar um meia de verdade no lugar de um dos 3.
Abraços

Wilson Hebert disse...

BINDI o Julio Cesar falhou por ter tentado afastar a bola mas não ter nenhum zagueiro na marcação do "El loco" Abreu? Eu acho que aquilo foi uma falha de marcação, mas enfim... As outras notas são parecidas com aquilo que vi. Achei interessante o seu blog, vou colocar no link do meu. Caso queira visitar é whsoccermusic.zip.net

Eduardo Barbosa disse...

Atualmente, assistir jogo do Brasil tem sido um verdadeiro martírio – para quem torce a favor, pois para quem seca é um prato cheio. O time do arrogante Dunga não tem jogado nada. Absolutamente NADA!

Contra o Uruguai, o time foi de uma apatia tão grande que deu sono (acordei às 6h da quarta-feira e fiquei acordado – não sei como agüentei – até o fim do jogo). Ronaldinho “Apagúcho” não entrou em campo. Mal pegou na bola, mas, quando a recebia, toda a sua genialidade se esfumaçava, sumia. Péssimo.

Kaká ainda teve alguns lampejos de Kaká. Algumas boas arrancadas do ótimo jogador do Milan, um dos melhores do mundo, mas que não Seleção não consegue – ou não quer – ser o mesmo.

Maicon segue mal. Veloz e com pouca técnica para cruzar, limita-se a marcar. No entanto, participou efetivamente de um dos gols de Luís Fabiano.

Este, por sua vez, juntamente com Júlio César, roubou a cena. Não apareceu muito durante o jogo mas, quando a bola sobrou para ele (nem tão limpa assim) ele fez o que todo artilheiro faz: gol! O primeiro, inclusive, muito parecido com um dos gols que marcaram o “Maracanazzo”, em 1950. Sem ângulo, tocou embaixo das pernas de Carini, que falhou feio nesse lance. O segundo foi mais “fácil”.

De resto, só deu Uruguai. Do começo ao fim do jogo – no segundo tempo eles cansaram um pouco, é verdade – a equipe celeste esteve em busca da vitória, que não veio por pouco. Quando Loco Abreu abriu o placar, pensei: “É hoje que o Brasil toma uns 3!”. Entretanto, graças a JC e ao nosso camisa 9 – definitivo? –, isso não aconteceu.

Mas, mesmo com o resultado positivo diante da exigente torcida paulista, que esboçou algumas vaias no Morumbi, a atuação da Seleção me revoltou. Ninguém estava nem aí para o jogo.

Robinho foi uma negação. Uma dentre várias que estavam em campo ontem.

Com esse injusto resultado, o Brasil é o terceiro colocado das Eliminatórias, que tem como líder o bom Paraguai (!!!).

Vejamos se com o tempo o Brasil se acerta e volta ser Brasil.