domingo, 18 de novembro de 2007

Notas do Brasil

JÚLIO CÉSAR (6) - Não teve culpa no gol e não foi testado durante todo o jogo, apesar do domínio territorial peruano

MAICON (4) - Como boa parte do time, sumido. Sofreu com Mendoza, atacante que joga na Ucrânia. Tenta alguma coisa, mas é limitado.

LÚCIO (5) - Algo atrapalhado, como sempre. Desviou a bola no gol de Vargas, mas sem culpa nesse caso.

JUAN (8) - Um craque sem marketing. Um dos melhores zagueiros que o futebol brasileiro já apresentou. Tem técnica, sabe sair jogando, tem fibra e uma liderança calada que impressiona.

GILBERTO (3) - O ótimo Farfán (o melhor peruano do jogo) eliminou o já sumido Gilberto no segundo tempo, depois que o Peru passou a ter três atacantes. Acostumado a jogar no meio, fica perdido na lateral. Uma teimosia de Dunga.

GILBERTO SILVA (4) - Parece pesado, sempre é pego mal-posicionado, não tem a mesma velocidade de outrora. Parece um jogador cujo tempo já passou. Deixou enormes buracos para Palacios desfilar.

MINEIRO (4) - Perdido em campo. É um operário sem obra. Ainda tem mais poder de recuperação que Gilberto Silva, mas correu atrás do quarteto ofensivo peruano o jogo todo.

KAKÁ (7) - No primeiro tempo, foi o único que tentou alguma coisa, fez um golaço digno de sua imensa qualidade e mostra muita personalidade, recebendo responsabilidades de um meia, atuando ora como atacante e se destacando sempre. Sumiu, como todo o time, no segundo tempo.

RONALDINHO GAÚCHO (3) – Caso para psicólogo. Prefiro evitar ilações conspiratórias, mas é flagrante sua ausência intelectual quando joga na seleção. Cansei de ouvir a frase "ele precisa jogar na posição certa".

ROBINHO (5) – Correu para lá, correu para cá. Lembrou Paulo Nunes em má-fase. Entregue à marcação da defesa lateral peruana.
ELANO (6) – Entrou para adquirir o controle no meio-campo, completamente perdido depois da entrada de Palacios. Mas entrou depois do 1 a 1, quando o mais indicado seria Diego. Não tem culpa disso.

VÁGNER LOVE (4) – Tenta, se esforça, busca o jogo em qualquer lugar do campo. Mas não é o tipo de jogo dele, precisa de um companheiro mais próximo e menos aberto que Robinho.
LUÍS FABIANO (5) – Foi bem melhor que Love, mesmo sem ter tido uma grande exibição. No time do Dunga, o esquema é muito mais apropriado para um jogador como ele.

DUNGA (3) – Não enxerga o jogo. Insiste com laterais fracos e que, em seus times, nem nas laterais jogam. Insiste com Love sozinho na frente e não consegue alterar o ritmo do jogo quando necessário. Faz sempre as mesmas substituições, não investe devidamente nos talentos do time. Deve ser cedo para julgar, mas não tem a pegada que um técnico de seleção precisa, talvez pela falta de experiência, talvez pelo imobilismo provocado pela relação chefe-subordinado.


3 comentários:

Dassler Marques disse...

bem generoso, bindão.
eu daria menos e temo o jogo de quarta-feira.

abraço,
Dassler

Willian Kury disse...

Não seria o caso de sacar Ronaldinho por Luís Fabiano?

Eduardo Barbosa disse...

A minha opinião, publicada na comunidade "Mauro Beting", no Orkut:

"A função da torcida é apoiar o time. Para que o torcedor vai ao estádio senão para torcer, vibrar, cantar e comemorar pelo seu time ou Seleção? Como já disse, a função da torcida é apoiar o time. Até aí, tudo bem.

Mas, a partir do momento em que esse time não se dedica, faz corpo-mole, começa com aquela exasperante linha de passe na defesa..., a torcida tem de pegar no pé, sim! E isso o torcedor paulista – assim como a carioca – sabe fazer muito bem. Tem direito de vaiar. Está pagando para ver um espetáculo, ainda mais quando se tem em campo Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Kaká, Vágner Love, Elano... Quer ver um show de bola, algo que essa Seleção desaprendeu a dar.

Sobre o jogo de ontem, contra o Peru, digo sem medo: 90 minutos de minha vida foram jogados na lata do lixo. Um time sem atitude, sem alma, sem futebol. Parece que os jogadores que estavam vestindo a tão tradicional e gloriosa camisa canarinho entraram em campo com a cabeça em Barcelona, Milão, Londres... Jogador de Seleção – ainda mais se tratando de SELEÇÃO BRASILEIRA – tem de se entregar de corpo e alma, dar o sangue.

Exceto o belo gol de Kaká e mais alguns escassos lances de perigo, nada se mais se viu, a não ser um time sem atitude.

Tudo bem que o jogo foi lá em Lima, mas, mesmo assim, era para o Brasil ter vencido, uma vez que a Seleção Peruana é muito fraca tecnicamente. Um dos únicos que se salvaram do time anfitrião foi o atacante Paolo Guerrero (centroavante de boa técnica que, entretanto, não conseguiu levar tanto perigo à Júlio César) e o autor do gol, Vargas. Só.

Após sofrer o gol de empate, não se viu nenhum poder de reação nos atletas brasileiros. Continuou tudo do mesmo jeito. Parecia que estávamos goleando por uns 4 ou 5 X 0.

Um jogo tétrico, para ser apagado da memória de todos os que gostam e amam o futebol.

Reiterando: 90 minutos de minha vida jogados na lata do lixo.

Muitos o defenderão com unhas e dentes, mas eu não aceito o Dunga como técnico da Seleção, por um motivo: nunca treinou time algum e já vai estrear na profissão no comando da Seleção. Tem de adquirir os cacoetes de treinador, para depois, sim, ir ao ponto mais alto do futebol mundial. Ele pulou uma etapa muito grande e essencial.

Ah, e perdoem-me pelo desabafo."