terça-feira, 21 de agosto de 2007

Copa da Itália Série C - os escudos

Desde 1973, existe a Copa da Itália Série C (que surgiu como Copa Itália Semiprofissional e mudou para o nome atual em 1981, quando surgiram a Série C1 e C2), que confrontava em jogos eliminatórios times da Série C e alguns pinçados da Série D. Mas isso trazia um problema: times da Série C também jogavam a Copa da Itália, o que dava duas chances a times pequenos de terem um título nacional.

A partir dessa temporada 2007/08, os times da Série C disputarão exclusivamente a Copa da Itália Série C, que é dividido em 2 etapas principais: uma com 22 grupos de 5 (sendo os 90 times das Série C1 / C2 - 36 da C1 e 54 da C2- e mais 20 da Série D, a chamada Lega Nazionale Dilettanti), que se enfrentam apenas em ida. Classificam-se para as fases seguintes o 1° colocado de cada grupo mais os 10 melhores segundos colocados. Daí para a frente, são fases eliminatórias em ida-e-volta: 16as.-de-final, oitavas, quartas, semi e final.

Os times que já foram campeões da Copa da Itália Série C são: Monza (4 vezes) e com 1 cada, Albinoleffe, Alessandria (o primeiro campeão), Alzano Virescit, Arezzo, Brindisi, Cagliari, Carrarese, Casarano, Cesena, Como, Empoli, Fanfulla, Foggia (atual campeão), Gallipoli, Lanerossi Vicenza, Lecce, Lecco, Livorno, Lucchese, Padova, Palermo, Pisa, Prato, Sambenedettese, Siracusa, Spal, Spezia, Triestina, Udinese, Varese e Virescit Boccaleone.

Abaixo, os times e os grupos dessa temporada e seus respectivos escudos.



Grupo A

Grupo B

Grupo C

Canavese

Lecco


Casale


Cuneo


Legnano


Monza


Imperia


Pro Patria

Pavia


Ivrea


Solbiatese Arno

Pro Sesto


Pro Vercelli


Varese


Valenzana

Grupo D

Grupo E

Grupo F


Cremonese

Carpendolo

Bassano Virtus


Novara


Lumezzane


Cittadella


Pergocrema


Rodengo Saiano


Mezzocorona


Pizzighettone


Sambonifacese


Südtirol-Alto Adige


Calcio Caravaggese


Verona


Union Quinto

Grupo G

Grupo H

Grupo I


Chioggia Sottomarina


Bellaria Igea Marina


Carrarese


Padova

Castellarano


Cuoiopelli Cappiano Romaiano


Portogruaro S


Reggiana


Massese


Rovigo


Sassuolo


Savona


Venezia


Spal


Esperia Viareggio

Grupo K

Grupo L

Grupo M


Castelnuovo Garfagnana


Arezzo


Ancona


Fortis Juventus


Figline

Fano

Lucchese


Poggibonsi

Gubbio

Pistoiese

Sangiovannese

Perugia


Prato


Sansovino


San Marino

Grupo N

Girone O

Grupo P


Giulianova


Celano Olimpia


Cassino


Pescara


Foligno


Ferentino


Sambenedettese


Ostiamare


Lanciano

Sangiustese


Ternana


Pescina Valle del Giovenco


Teramo


Viterbese


Val di Sangro

Grupo Q

Grupo R

Grupo S

Alghero


Benevento

Bacoli Sibilla Flegrea


Cisco Roma


Foggia


Juve Stabia


Nuorese


Paganese


Sangiuseppese

Olbia


Real Marcianise


Scafatese


Sassari Torres

San Felice Normanna

Sorrento

Grupo T

Grupo U

Grupo V


Andria Bat


Martina


Castrovillari


Angri


Monopoli


Catanzaro


Cavese


Noicattaro


Crotone


Manfredonia


Potenza


Gallipoli


Melfi


Salernitana


Taranto

Grupo Z



Gela


Igea Virtus Barcelona


Siracusa


Vibonese


Vigor Lamezia

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Curiosidades da Seleção da Argélia

Nesta quarta, dia 22, jogam Brasil e Argélia em amistoso na cidade de Montpellier, na França, em mais um jogo da seleção de Dunga longe do Brasil e longe até da casa do adversário. Apesar de toda discussão que se possa fazer em volta desse jogo, vejamos algumas curiosidades do futebol argelino, que tem certa tradição na África: já participou de duas Copas do Mundo (1982 e 1986) e foi campeão africano em 1990 e vice em 1980.

Apelido: Les Fennecs ("As Raposas do Deserto"), em homenagem à uma raposa típica do interior norte da África (Vulpes zerda), que é usada inclusive como animal de estimação em boa parte da África e Europa, o que preocupa entidades de proteção animal, pois é considerado um animal com potencial risco de extinção.

Ranking Fifa: 60° (jul/2007)

Nome da federação: Fédération Algérienne de Football (em árabe: الاتحادية الجزائرية لكرة القد)

Fundação: 1962

Filiação à Confederação Africana de Futebol: 1964

Filiação à FIFA: 1963


Presidente da Federação: Hamid Haddadj

Atual técnico da seleção: Jean-Michel Cavalli, francês, começou como técnico no Gazélec Ajaccio, onde iniciou e encerrou sua carreira como jogador. Passou pelo Al-Nasr (Arábia Saudita), Lille (França), Al-Riyad (Arábia Saudita), Racing Paris (França), Ionnikos (Grécia), Créteil-Lusitanos (França) e Triestina (Itália), de onde foi para a seleção argelina. Conquistou poucos títulos: campeão Nacional e da Copa da Arábia Saudita em 1994 pelo Al-Nasr e um acesso para a segunda divisão francesa em 1999 pelo Gazélec Ajaccio.

Recordista de jogos pela seleção: Mahieddine Meftah (107 jogos), defensor

Primeiro jogo internacional: Tunísia 1 x 2 Argélia (1957)

Maior vitória: Argélia 15 x 1 Iêmen do Sul (1973)

Maior derrota: Alemanha Oriental 5 x 0 Argélia (1976)

Jogo contra o Brasil

Dos convocados para o amistoso contra o Brasil, apenas 5 jogadores jogam na Argélia: os goleiros Gaouaoui (WA Tlemcen) e Ousserir (CR Belouizdad), os defensores Cheklam (ASO Chlef) e Hosni (USM Alger), além do meia ofensivo Hadj Aissa (ES Sétif).

Retrospecto contra o Brasil

17/06/1965 – Argélia 0 x 3 Brasil (amistoso em Argel)

03/06/1973 - Argélia 0 x 2 Brasil (amistoso em Argel)

06/06/1986 - Argélia 0 x 1 Brasil (Copa do Mundo de 1986)


Títulos da Seleção

Copa da África: 1990

Copa Afroasiática de Nações: 1991

Jogos Africanos: 1978

Jogos do Mediterrâneo: 1975

Participação em Copas do Mundo:

até 1962: não participou de Eliminatórias

1966: desistiu antes de começar

1970: caiu fora na 1ª fase das Eliminatórias

1974: caiu fora na 1ª fase das Eliminatórias

1978: caiu fora na 2ª fase das Eliminatórias

1982: caiu fora na 1ª fase da Copa do Mundo

1986: caiu fora na 1ª fase da Copa do Mundo

1990: caiu fora na fase final das Eliminatórias

1994: caiu fora na fase final das Eliminatórias

1998: caiu fora na 1ª fase das Eliminatórias

2002: caiu fora na fase final das Eliminatórias

2006: caiu fora na fase final das Eliminatórias


Participação em Copas da África:

até 1965: não participava

1968: caiu fora na 1ª fase

1970: caiu fora na 1ª fase das Eliminatórias

1972: caiu fora na 1ª fase das Eliminatórias

1974: caiu fora na 2ª fase das Eliminatórias

1976: caiu fora na 2ª fase das Eliminatórias

1978: caiu fora na 2ª fase das Eliminatórias

1980: vice-campeã

1982: quarta colocada

1984: terceira colocada

1986: caiu fora na 1ª fase

1988: terceira colocada

1990: campeã

1992: caiu fora na 1ª fase

1994: desqualificada por uso de jogador irregular

1996: caiu fora nas quartas-de-final

1998: caiu fora na 1ª fase

2000: caiu fora nas quartas-de-final

2002: caiu fora na 1ª fase

2004: caiu fora nas quartas-de-final

2006: caiu fora na 1ª fase das Eliminatórias


Campeonato Nacional

13 JS Kabylie (inclusive como JE Tizi Ouzou e JS Kawkabi)

6 MC Alger (inclusive como MP Alger)

CR Belouizdad (inclusive como CR Belcourt)

5 USM Alger

4 MC Oran (inclusive como MP Oran)

3 ES Sétif (inclusive como EP Sétif)

1 USM Annaba

US Chaouia

CS Constantine

MO Constantine

USM El Harrach

NA Hussein Dey

RS Kouba

GCR Mascara


Copa Nacional

7 USM Alger (inclusive como USK Alger)

6 ES Sétif (inclusive como EP Sétif)

MC Alger (inclusive como MP Alger)

5 CR Belouizdad (inclusive como CR Belcourt e CM Belcourt)

4 JS Kabylie (inclusive como JS Kawkabi e JE Tizi-Ouzou)

MC Oran (inclusive como MP Oran)

2 WA Tlemcen

USM Harrach (inclusive como USMMC)

1 NA Hussein-Dey (como MA Hussein-Dey)

ASO Chlef

DNC Alger (como JHD Alger)

HAMR Annaba

USM Bel-Abbès

CR Béni-Thour

MC Saida


Clubes Argelinos em Torneios Continentais:

Copa da África:

JS Kabylie (2 – 1981, 1990)

MC Alger (1 – 1976)

ES Sétif (1 – 1988)


Recopa da África:

JS Kabylie (1995)


Copa da CAF:

JS Kabylie (3 - 2000, 2001, 2002)

Copa Árabe de Campeões (em 2002 e 2003 era Torneio Príncipe Faysal e desde 2004 Liga dos Campeões Árabes):

WA Tlemcen (1998)

ES Sétif (2007)

Recopa Árabe:

MC Oran (2 - 1997, 1998)

Supercopa Árabe:

MC Oran (1999)

Copa Afro-asiática de Clubes:

EP Sétif (1989)


Por onde andam:

Rabah Madjer – destaque na Copa de 82 e no Porto (Portugal), melhor jogador africano de 1987, é técnico de futebol desempregado e empresário de jogadores

Lakhdar Belloumi - destaque na Copa de 82, melhor jogador africano de 1981, é técnico do Ghali Chabab RAI Mascara

Djamel Zidane – que esteve na Copa de 86, não é pai nem parente de Zinedinde Zidane


domingo, 19 de agosto de 2007

Zaire 74

escudo usado pela Federação Zairense de Futebol (FE.ZA.FA) em 1974. Hoje, o escudo é outro (abaixo)

Kazadi (Tubilandu 21´); Mwepu, Mukombo, Buhanga e Lobilo; Kilasu, Kembo, Mana e N'daye; Kidumu e Kakoko. Esse foi o time do Zaire, atual República Democrática do Congo, que entrou em campo contra a Iugoslávia pela Copa da Alemanha, em 1974, e sofreu a então maior goleada em Copas do Mundo (Hungria 10 x 1 El Salvador em 82 derrubou esse recorde): 9 a 0, gols de Bajević (3), Džajić, Šurjak, Katalinski, Bogićević, Oblak e Petković. Muito se fala sobre esse jogo (veja os gols no Youtube), disputado em Gelsenkirchen no dia 18 de junho pela segunda rodada do Grupo B, que também tinha Brasil (que ganharia de 3 a 0 do Zaire quatro dias depois) e Escócia (que ganhara dos zairenses por 2 a 0 quatro dias antes), normalmente ridicularizando, com certa razão, a patética presença do Zaire na Copa.

Mas pouco se fala sobre como o time treinado pelo macedônio Blagoje Vidinić e como ele chegou à uma Copa do Mundo numa época em que só existia uma vaga africana para o torneio.

O Zaire havia sido campeão da Copa da África no mesmo ano, jogada no Egito, depois de vencer Guiné, Congo e Maurício na fase de grupos, o dono da casa na semifinal e Zâmbia em dois jogos finais, sempre com grandes atuações do meia Mulamba N'Daye, que foi, inclusive, expulso no jogo contra a Iugoslávia.

Nas Eliminatórias para a Copa, o Zaire eliminou o Togo na 1ª fase (0x0 e 4x0), Camarões na 2ª (1x0, 0x1 e 2x0), Gana na 3ª (0x1 e 4x1) e Zâmbia e Marrocos (que disputara a Copa de 70 com certo sucesso) no Triangular final, com duas vitória contra os zambianos (2x1 e 2x0) e duas vitórias contra Marrocos (3x0 e um WO, pois era a última rodada e os marroquinos recusaram-se a participar).

Em âmbito nacional, o campeonato zairense de 74 foi vencido pelo Imana (hoje chamado DC Motema Pembe), time da capital Kinshasa e maior campeão de todos os tempos, com 11 títulos, seja nos tempos de Congo-Leopoldville (quando o time chamava Daring), Congo Belga, Congo-Kinshasa, Zaire ou República Democrática do Congo.



Camisa usada pelo Zaire durante a Copa de 74



Em longa entrevista para a BBC, o lateral-direito
Ilunga Mwepu (aquele que corria em direção aos jogadores brasileiros numa cobrança de falta, em cena que ficou famosa) diz que a seleção zairense foi motivo de grande orgulho no país e na África sub-saariana (foi o primeiro time africano da região a chegar à uma Copa do Mundo) quando se classificou para o torneio. Mobutu Sese Seko, ditador que governou o país de 1965 a 1997 deu um carro e uma casa a cada um dos 22 jogadores que faziam parte dos Leopardos (apelido da seleção), mas abandonou o time depois da derrota por 9 a 0.

Segundo o ex-jogador (atualmente camelô nas ruas de Kinshasa, a capital da República Democrática do Congo), o time se perdeu completamente por duas principais razões: ele acusa o técnico
Vidinić (que fora medalha de ouro nas Olimpíadas de 60 como jogador), de usar métodos no mínimo discutíveis de motivação, como chamar os jogadores de negros fedidos. Também afirma que depois da 1ª derrota para a Escócia, o grupo soube que os prêmios prometidos não seriam mais pagos, razão pela qual se recusaram a jogar contra a Iugoslávia. Só jogaram por pedido de Mobutu, que garantiu que o dinehrio seria distribuído.

Conta Mwepu: "Depois do jogo, Mobutu enviou sua guarda presidencial ao vestiário, com o recado que se perdêssemos de 4 a 0 para o Brasil, não voltaríamos vivos para casa." Isso, segundo o ex-lateral, foi uma resposta aos ministros zairenses que ficaram enciumados pelo tratamento dado aos jogadores no período pré-Copa. O Zaire perdeu somente por 3 a 0 para o selecionado brasileiro e voltou pobre, mas tranquilo, ao seu país.

Com a queda de Mobutu em 1997, os novos governantes do país resolveram reabilitar os jogadores, lhes prestando homenagens e dando um salário mensal pequeno, mas que garante certa hombridade. O único dos ex-jogadores de 74 que continua no futebol é o goleiro reserva Tubilandu, que é treinador de goleiros da boa seleção da Repíblica Democrática do Congo.



Escudo do UD Almería


Para a temporada 2007/08, o Unión Deportiva Almería estará pela primeira vez em La Liga (a 1ª divisão espanhola). Surgido em 1989 com o nome de AD Almería Club de Fútbol (escudo abaixo, à esquerda), que chegou a estar na divisão de elite no final da década de 70, fundiu-se com o Club Polideportivo Almería (escudo abaixo, à direita) e mudou seu nome para Unión Deportiva Almería, com o objetivo de unir o futebol da cidade, assim como era em meados do século 20, quando existiam o Almería Foot-Ball Club, o Athlétic Club de Almería e o Club Atlético Almería (que chegou a disputar boas temporadas na Segunda divsão da Espanha).


Jogando no estádio dos Jogos Mediterrâneos, construído para os XV Jogos Mediterrâneos em 2005, o Almería, que usa uniformes com camisa listrada em vermelho e branco, calções e meias vermelhas e contratou o ótimo goleiro Diego, revelado pelo Atlético Mineiro tem um escudo que parece simples, mas é curiosíssimo.


Além das faixas vermelhas e brancas, da bola e do nome do time, uma estranha forma fica acima do nome, entre o A e o D, lembrando aqueles desenhos infantis que fazemos. E de fato, é mais ou menos isso. Esse desenho é o Índalo, uma figura humana que se encontra grafada na Cova de los Letreros, no município de Vélez-Blanco, uma localidade próxima de Almería. É uma pintura rupestre do Neolítico, que foi descoberta em 1868 pelo almeriense Antonio Góngora y Martínez e foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1924 e posteriormente Patrimônio da Humanidade.

Desde a descoberta, o Índalo é considerado amuleto de sorte em toda região de Almería e muitos colocam o símbolo nas portas de suas casas a fim de protegê-las de supostos maus espírito. Na região, ele também é conhecido como muñequillo mojaquero ("bonequinho mojaquero", pela cidade de Mojácar, onde surgiu a lenda que o Índalo seria útil contra mau-olhado). Hoje, é um dos principais símbolos de Almería: há, inclusive, várias estátuas dele espalhados pela cidade.

Índalo pintado na Cova delos Letreros


Manchester City x Manchester United

Hoje, domingo, é dia de Manchester City x Manchester United, o clássico da cidade inglesa de Manchester, localizada no noroeste do país.

Os dois times, grandes rivais, têm origens semelhantes: enquanto os Red Devils foram fundados por trabalhadores do ramo ferroviário (eram funcionários da Lancashire and Yorkshire Railway, tanto que o primeiro nome do time foi Newton Heath Lancashire & York Railway Company FC), os Blues foram fundados por profissionais da indústria metalúrgica de Gorton, um distrito próximo de Manchester.

Os escudos dos times:


O escudo do Manchester United tem alguns elementos do brasão da cidade de Manchester (ver mais abaixo), como o "Manchester Ship", barco que representa o Manchester Ship Canal, rio retificado em maio de 1894 para melhor fluir o que se produzia na cidade.

O diabo na parte amarela do escudo remete ao apelido do time, Red Devils (Diabos Vermelhos), surgido na década de 60 quando o lendário técnico Matt Busby o adotou, copiando o Salford City Reds, um time de rúgbi da cidade de Salford, que pertence à grande Manchester. O diabinho começou a fazer muito sucesso, até que em 1970 foi incluído no escudo do time, que até então era como o que está representado logo abaixo. Como é possível observar, as palavras "Football Club" desapareceram do símbolo, o que desagradou boa parte da torcida, que afirmava que isso queria dizer que não era mais o futebol o objetivo do clube, mas sim o marketing e os negócios.
* * *



O atual escudo do Manchester City foi adotado em 1997, depois que o antigo escudo (logo abaixo) não foi aceito como um símbolo passível de ser marca registrada, por causa da Rosa Vermelha de Lancashire, por ela ser símbolo da Casa de Lancaster.

O distintivo atual é baseado fortemente no brasão de armas de Manchester, mas com uma águia dourada atrás do escudo principal. O barco é o mesmo do escudo do Manchester United, mas abaixo, ha três linhas diagonais brancas, que representam os três rios principais da cidade: Irwell, Medlock-Irk e Mersey. Há ainda o lema em latim "Superbia in Praelia", que significa "Orgulho na Batalha" e três estrelas douradas, que só tem função decorativa, sem simbologia específica.
* * *













Brasão da cidade de Manchester



Não vá ao estádio!

Escreveu o amigo Jota Júnior, em seu blogue

Polícia Militar e Ministério Público estão em alerta para o clássico Palmeiras e Flamengo, domingo no Parque Antártica.

Eles apelam para que as organizadas do rubronegro não viajem a São Paulo. Há o receio de que a torcida palmeirense queira se vingar da morte de um dos seus aficcionados, ocorrida no último dia 5, vitima de um tiro no Rio de Janeiro quando da partida do primeiro turno no Maracanã.

Há um esquema de segurança pronto para ser colocado em ação, mas todos sabem que às vezes a Policia não consegue evitar confrontos entre torcidas de futebol. Teme-se pelo pior.

Num jogo desses, de duas das maiores torcidas do País, dois clubes vitoriosos e tradicionais, gostariamos de convidar a galera para comparecer no estádio do Palmeiras. Mas infelizmente não é recomendável diante do que se apresenta para a partida de domingo.

Não vale a pena arriscar a vida por um simples entretenimento, no caso do futebol. Ouçam pelo rádio, internet, assistam pela televisão, mas não se arrisquem, amigos.

Acima da sua paixão pelo futebol, há o dia seguinte, com trabalho, familia e todas as responsabilidades de um cidadão comum.

Mesmo que você seja do bem e da paz, e que certamente pretenda ir ao estádio apenas para assistir ao clássico, pense nas diárias vitimas gratuitas da violência. Nas balas perdidas. No incômodo de ter que correr de tumultos, talvez até com crianças ou mulheres ao seu lado.

Nunca invoque o grande engano do "comigo não vai acontecer". Muitos dos que disseram e acreditaram nisso, já partiram do planeta e deixaram entes queridos chorando.

Não dê espaço e conforto para o "azar". Não vá ao Palestra domingo. Preserve sua vida, o grande presente de Deus.

Sou do tempo que a mídia convocava as torcidas para os grandes jogos. Mas infelizmente o momento é outro. Os tempos são outros. Hoje chegamos ao cúmulo intrigante de pedir à galera para que NÃO VÁ AOS ESTÁDIOS.

Uma pena. O esporte não merece isso.
* * *

Meu amigo Gustavo Martins, do RJ, flamenguista, já me alertou durante toda a semana passada: "Não vá ao jogo do Palmeiras. A coisa pode ser muito feia."

É isso: quando juntam-se duas facções criminosas...

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Guia de Pronúncias - COREANO

COREANO

ae - lido como "ei", em "sei"

ch - lido como "j" em "jóia"

eu - lido como "u"

g - no final das palavras, quase um "k"

Il - sempre que estiver após uma palavra que termine com consoante, junta-se à palavra. Ex.: Nam Il lê-se "Namíl"

j - sempre lido como "dj"

l - quando no começo das palavras, é quase mudo

oo - normalmente, lido como "u"; se após "w", lido como "a" aberto, como em "sal"

p - lido como "b"

un - lido como "iun"

w- lido como "u"

Guia de Pronúncias

Há pouco mais de um ano, fiz um inédito e, felizmente, muito bem sucedido e repercutido Guia de Pronúncia da Liga dos Campeões da UEFA (os oito times da fase final). Pouco tempo depois, fiz o mesmo com a Copa do Mundo - Alemanha 2006.

Hoje, assistindo Sparta Praga 0 x 2 Arsenal, além de torcer muito para o reticente time dos Gunners, vi o goleiro Poštulka, o defensor Řepka (bom jogador, aliás) pelo time tcheco e o bom bielorrusso Hleb pelo Arsenal. Também havia Slepička e um inacreditável Žofčák.

Como ainda estamos numa fase preliminar e nem chegamos à fase de 32 times em grupo de 4, acho melhor fazer um Guia geral de pronúncias por origem do jogador/time/país, abordando de uma forma mais abrangente os diferentes modos de se falar os nomes, usando alguns nomes apenas como simples exemplo. Espero que todos gostem e, como sempre, contribuam com possíveis correções. Quando começar a fase de grupos, atualizo caso haja necessidade.

Abaixo, os links de cada idioma:

ALBANÊS
ALEMÃO
ÁRABE

CROATA
COREANO
DINAMARQUÊS
ESPANHOL
ESLOVENO

ESLOVACO
FINLANDÊS
FRANCÊS
GREGO
HOLANDÊS
HÚNGARO

As letras não citadas são lidas como se fossem em português, seguindo quase as mesmas regras de pronúncia e tonicidade.

Em nomes africanos, sugiro ler basicamente como é escrito ou basear-se na origem do país (francesa, inglesa...).


Guia de Pronúncias - ALEMÃO

ALEMÃO

ae – quase um “e”

äu – como “ói”

ch – via de regra, é lido como o “h” da palavra “house (casa); deopis de “s” é lido como “ch” em “chá”

ei – como a palavra “ai”

eu - como “ói”

g – "g" duro como em "gato", sempre

ie – lido como um “i” longo

j – como o “y” de “yes”

ö – como falar entre um “i” e um “u” com a boca quase fechada.

oe – lido como “ê”, como em “meu”

r – lido como “r”, mas puxado do fundo da garganta

s – no começo das palavras, é lido como “z”, exceto antes de “p” e “t”, quando é lido como “sh” em “show”; em outros casos, é um “s” normal

sch – como “ch” em “cachorro”

ue – geralmente, lido quase como um “i”

v – lido como “f” em “faca”

w – lido como “v” em “vaca”

z – lido como um “ts” em “tsé-tsé”



Guia de Pronúncias - ÁRABE / PERSA

ÁRABE / PERSA

ā – “a” longo

c – lido como “kh”, como um “k” saindo da garganta

č – lido como “ch” em “cachorro”

đ – normalmente, como “z”, mas no Iraque, como “th” em “the”

h ou ħ – “h” de “house”

ĥ – “h” mudo como em “hora”

ī – como o “ee” em “see”

q – como um “k” saindo da garganta

š - lido como “ch” em “cachorro”

ş – lido como “ts”

ŧ – como o “th” em “the”

ū – “u” aberto como em “Itu”


Guia de Pronúncias - DINAMARQUÊS

DINAMARQUÊS

å – “o” aberto como em “sol”

æ – “e” aberto como em “mel”

ej – lido como “ai”

gn – lido como “nh” em “canhão”

h – mudo antes de “j” e “v”, como em “hora”

j – lido como “i”

kj – lido como o “h” em “house”

ø – lido quase como um “i”

ov – lido como “ou”, se no começo ou no fim da palavra

sj – como “sh” em “show”

sk – lido como “sh” em “show”, quando antes de “i” e “y”

u - geralmente, lido quase como um “i”

Guia de Pronúncias - ESPANHOL

ESPANHOL

c - quando antes de "e" e "i", lido na Espanha como o "th" de "think"

ge, gi - lido como “h” em “house”

j – lido como “h” em “house”

ll – “j” (Argentina); “lh”, "i" ou "dj" (Espanha, dependendo da região, sendo o "dj" o mais comum); “y” (América Latina)

ñ - lido como "nh" em "galinha"

v – “b” (Espanha), mas permite-se ler como “v”

x – no começo das palavras, como “j” em “jóia”; no meio das palavras “s” ou “cs” (Espanha); “j” (Catalão); o X no começo de palavras em espanhol é rarissimo e quando ocorre, tem o som de S; em catalão, o x é x (como em português, com som de sh) ou tch/ tx

y - quase um "i" (Espanha); como "j" (Uruguai e Argentina)

z – como “th” em “think” (Espanha); “s” (América Latina)

Guia de Pronúncias - FINLANDÊS

FINLANDÊS¹

a – sempre aberto, como “pá”

ä – lido como “e” em “mel”

h – como “h” em “house”

j – como “y” em “yes”

kk – lido como “k” + “h” de “house”

o – sempre aberto, como “sol”

ö – lido como o “ê” em “crê”

y - como o "ü" alemão; quase um “i”


¹em finlandês, há muita repetição de letras, como aa, ee, ii, oo, uu, mm – as duas letras são lidas separadamente. Ex.: “kymmenen” (dez), é lido “quim-menen”


Guia de Pronúncias - FRANCÊS

FRANCÊS¹

ai – quase um “é”

aô - “o” longo

au – lido como “ô”

è – lido aberto, como em “mel”

é – lido fechado, como em “teu”

ê – lido aberto, como em “mel”

eau - “ô”

ei – lido como “é”

eu - “ê”

ill – lido como “i”, exceto na palavra “ville”

oi – lido como “oá”

ou – lido como “u”

oy – lido como “oá”

u – quase um “i”

un – lido como “ã”

x – não pronunciado depois de “ai”', “au” e “eu”


¹em francês, as letras “d”, “p”, “s”, “t” e “x” são mudas quando em final de palavras.