segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Futebol-Catástrofe

No jogo Figueirense 1 x 0 Santos, uma nova modalidade de cinema foi inaugurada: o futebol-catástrofe. Tudo foi errado, tudo foi feio, tudo foi confuso, tudo foi apático. Nada foi, aliás.

O Figueirense, com uma zaga bem postada comandada por um voluntarioso Chicão; mas apenas bem postada, com uma saída de bola débil e inconsistente, só mascarada pelo ataque de nervos que foi a ofensiva santista. No meio, um esforçado Diogo Roque (talvez a única coisa boa do jogo) tentava atacar, defender e cobrir os buracos deixados por um super-acionado e super-errado André Santos e um mal-posicionado Ruy, que levava seu avantajado encéfalo para lá e para cá, quase um Sorín sem rumo.

No meio, quem tentava armar era Fernandes, com todo respeito, aquele. Evidentemente não nasceu para isso, se bem que municiar um ataque com dois atacantes fracos (Ramón e Jean Carlos) não deve ser muito animador. Ah, mas quando Frontini, o Finazzi genérico, entrou, aí sim. A coisa piorou. O que era parede virou poste.

E o Santos?

Fabio Costa, que joga mais com o nome do que com a qualidade há tempos, falhou no gol e falhou em mais um ou dois lances. A zaga, desastrada e violenta, mesmo contra um ataque de asma e contra Frontini. Os laterais foram nulos: Alessandro só apareceu quando fez uma falta feia (ganhou amarelo) e Kleber parecia perdido entre os zagueiros, jogando ora como primeiro volante, ora como terceiro zagueiro e ora não jogando.

Rodrigo Souto, assim como o volante adversário Diogo Roque, era o único que tentava alguma coisa de útil, ao contrário de seu companheiro Adoniram, que constrangido por uma metáfora fácil, me eximo de analisar. Petkovic, um dos poucos que poderiam trazer luz ao Scarpelli estava em seus piores momentos que lhe deram uma fama algo injusta de "chinelinho", termo que detesto. Tabata, que entrou no segundo tempo, manteve a correria de sempre. A correria.

O ataque, bem... o melhor era Renatinho, que corria ânimo juvenil. Saiu no intervalo, substituído por um inexistente Marcus Aurélio, que bateu cabeça com Kléber Pereira, em evidente má-fase.

Luxemburgo pouco se manifestava e Gallo dava uns berros aqui e acolá. Nem parecia que uma derrota seria ruim para ambos.

O gol? Ah, é verdade.

Surgiu de um cruzamento errado de André Santos e uma confusão entre Kléber e Ramón. Emblemático.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Luxemburgo


Informa a Trivela, em texto de Leonardo Bertozzi, responsável pela coluna Benelux.

"Doze anos depois, Luxemburgo voltou a vencer uma partida oficial. A vitória por 1 a 0 sobre Belarus, fora de casa, surpreendeu até mesmo os mais otimistas, já que a equipe havia perdido os nove jogos anteriores. Fons Leweck saiu do banco de reservas e definiu, nos acréscimos do segundo tempo, o placar final. A última vitória luxemburguesa havia sido contra Malta, em setembro de 1995, pelas eliminatórias da Eurocopa-96. Desde então, foram quatro campanhas inteiras sem saber o que é vencer."

O país nunca venceu jogos por Eliminatórias para Copa do Mundo e acumula apenas 19 vitórias em todos os 296 jogos oficiais que já disputou. São 251 derrotas, com 174 gols a favor e impressionantes 887 gols contra, contando derrotas para Canadá, Ilhas Faroe, Albânia, Moldova e Malta, goleadas contrárias de 9 x 0 para a Inglaterra (em duas ocasiões) e para a Alemanha, dois resultados de 8 a 0 para a França, outro 8 a 0 para a Holanda, além de 7 a 0 para Áustria, Bélgica e Romênia, 7 a 1 para a Finlândia e "modestos" 6 a 0 para Bulgária, Dinamarca, Hungria e Portugal.

O nome "Luxemburgo" vem de Lucilinburhucbock ("pequeno castelo na rocha" em alemânico, idioma vagamente parecido com o alemão antigo), nome do castelo construído em 963 pelo duque Sigfried de Ardènes, que deu origem a um povoado que foi o embrião do país.

Adicionalmente, acho que vale a pena saber os times que já executaram a façanha de perder, certo que apenas 1 vez, para Luxemburgo: Afeganistão (maior goleada pró-Luxemburgo: 6 a 0), Alemanha (sim! a Alemanha, em março de 1939, foi derrotada), Bélgica, Coréia do Sul, Finlândia, França (um espetacular 5 a 4 no longínquo 1914), Gâmbia, México (no único jogo entre ambos) Portugal, República Tcheca, Tailândia, Turquia e agora, Belarus. Destaque especial para Malta, Noruega e para a poderosa Holanda, que já foram derrotados 2 vezes por Luxemburgo.


Papua Nova Guiné: política no paraíso


Papua Nova Guiné, país localizado no extremo oeste da Oceania, não tem tradição nenhuma no futebol, sequer em âmbito continental – o que causa estranheza, já que é muito maior que os outros países da Oceania (exceto a Nova Zelândia). No entanto, suas estatísticas não são das piores, levando em conta que o selecionado quase nunca joga: chegou a vencer países que já estiveram em Copas do Mundo, como Nova Zelândia e Indonésia.

Quando não são os graves problemas políticos do país (a província de Bougainville luta para se separar desde os anos 70, o que provocou muitos atentados terroristas até 2000, quando o governo central reconheceu a região como autônoma semi-independente) que impedem a seleção de jogar, são brigas entre dirigentes que atrapalham as Aves do Paraíso.


Em 2007, por exemplo, o único jogo da seleção foi um amistoso contra as Ilhas Salomão, em 13 de julho, derrota por 2 a 1. Antes disso, o último jogo oficial havia acontecido em maio de 2004, na vitória por 4 a 1 contra Samoa, pelas eliminatórias para a Copa de 2006.


Agora, mais uma briga entre dirigentes alijou o time papuásio de um torneio importante. Como o presidente da Federação Nacional de Futebol e o presidente do Comitê Olímpico são politicamente inimigos, Papua não disputou a edição 2007 dos Jogos do Pacífico Sul, que foi a fase preliminar das eliminatórias da Oceania para a Copa de 2010.


Brasileiro comandava as Aves do Paraíso

A briga política fez com que o técnico de Papua, o brasileiro Marcos Gusmão, abandonasse o cargo. Ele desenvolvia um trabalho de estruturação de um futebol que só tem um campeonato semiprofissional organizado desde o ano passado, a Papua New Guinea National Soccer League (conhecida como PNGNSL). Basicamente, o futebol no país é organizado em inúmeros torneios regionalizados que levam a uma competição de âmbito nacional, como era no Brasil até a década de 80.

As ligas regionais são Highlands Region, Port Moresby, Lae, Lahi, Goroka, Mount Hagen, Wau, Wabag, Kimbe, Madang, Manus e East New Britain. O campeão do torneio que vem dessas ligas disputa o Overall Championship com o campeão da PNGNSL. Em 2006, o Overall Championship foi disputado entre University Port Moresby e PRK Souths United (que mudou o nome para Hekari United no começo de 2007), com vitória do Unviversity, o maior campeão nacional, mas que se mantém amador.


Com uma das mais ricas culturas de todo o mundo, Papua Nova Guiné, na Oceania, é um microcosmo do planeta Terra, em todos os sentidos. O país tem um ecossistema variadíssimo, devido à existência de ilhas vulcânicas, de extensas planícies, de florestas equatoriais, de atóis e de grandes cordilheiras (o ponto mais alto da Oceania, o Mount Wilhelm, com 4500 metros, fica em Papua).

Além disso, é grande a variedade étnica: são mais de 850 idiomas diferentes em menos de 6 milhões de habitantes. Isso talvez explique a dificuldade que se tem de juntar uma seleção para disputar torneios e mesmo fazer um torneio nacional de maior espectro. Geograficamente, é muito complicado movimentar-se pelo país, que tem uma rede viária paupérrima longe de Port Moresby, a capital.

Impulso para o futuro?


Apesar da seleção nacional jogar pouco, o futebol interno é muito movimentado. Com o já citado surgimento da PNGNSL, o esporte – que existe no país desde fins do século 19, quando alemães luteranos organizaram, nas minas de ouro da cidade de Wau, o primeiro torneio que se tem notícia na Papua Nova Guiné – pode ganhar um impulso em direção a vitórias futuras. A liga tem maior importância por ser reconhecida pela OFC, a Confederação de Futebol da Oceania, o que significa que os times locais irão disputar torneios continentais com mais freqüência, o que pode aumentar o intercâmbio.

Poucos jogadores podem ser considerados atletas de destaque no futebol papuo. O técnico alemão Jochen Figg chegou ao país na década de 80 para trazer desenvolvimento e organização, mas fracassou, sempre por problemas políticos: sua filha foi seqüestrada por rebeldes de Bougainville e depois dela libertada, a família foi embora de Papua.

Reginald Davani e Nathaniel Lepani são bons jogadores da seleção, tanto que os dois atuam na Nova Zelândia (Auckland City) e Austrália (Brisbane City) , respectivamente, o que para efeitos de Oceania, é um grande feito. Davani é o maior artilheiro das Aves do Paraíso, mesmo com apenas 22 anos, e é filho de John Davani, técnico do University Port Moresby e um dos mais vitoriosos treinadores de Papua Nova Guiné. Ele já dirigiu a seleção e é o favorito para suceder o brasileiro Gusmão.

Cazaquistão, desconhecido Cazaquistão


Na quarta-feira passada, a seleção portuguesa enfrentou, fora de casa, o Cazaquistão, em jogo válido por mais uma rodada das Eliminatórias da Eurocopa´08.

Portugal de Eusébio, de Figo e agora, de Felipão, é mais do que conhecido.

Mas e o Cazaquistão? Existe futebol no Cazaquistão? Aliás, o que é o Cazaquistão?

Antes de qualquer coisa, é importante dizer que a grafia do nome desse país é, pelo dicionário Houaiss, “Cazaquistão”. A forma “Casaquistão” ainda é usada, mas não é a mais correta, apesar de aceita.

O nome do país em cazaque (o idioma oficial, vagamente assemelhado ao turco, mas escrito em alfabeto cirílico, como é escrito o russo) é Қазақстан, cuja transliteração latina é Qazaqstan. O termo “cazaque”, que dá nome aos habitantes do país (e também aos famosos cossacos), vem da palavra qazaq, que significa “independente” ou “livre” e remete à origem nômade daqueles que deram origem ao país.

Antiga república da extinta União Soviética, o Cazaquistão fazia parte, até 2004, da Confederação Asiática de Futebol, com algum sucesso. Até que decidiu jogar pela UEFA, onde acumula derrotas, mas acumula também experiência e, importante, verbas mais altas e troca de experiências.

Usando tradicionalmente uniformes azuis-claros com detalhes em amarelo, o futebol cazaque não era dos melhores mesmo nos tempos de União Soviética. O primeiro jogador local a disputar uma Copa do Mundo foi Baishakov, apenas na Copa de 1986 e o Kairat Almaty (único time do país a jogar o campeonato soviético) teve sua melhor colocação no mesmo ano, quando chegou em 7° lugar.

As estatísticas cazaques não são das melhores: em 108 jogos oficiais (o primeiro foi uma derrota para a Ucrânia por 2 x 1), a seleção nacional ganhou apenas 29, empatou 25 e perdeu 54, marcando 126 gols e sofrendo 165. Sua maior vitória foi um 7 x 0 contra o Paquistão pelas Eliminatórias para a Copa de 1998 e a maior derrota, um 0 x 6 para a Turquia nas Eliminatórias para a Copa de 2006.

O que poucos sabem é que mesmo durante a existência da União Soviética, suas repúblicas continuaram a ter seus campeonatos locais. No Cazaquistão, os principais campeões foram o Metallurg/Meliorator Shimkent (atual Zhiger Shimkent, com 8 títulos Dinamo Alma-Ata (atual Kairat Almaty, com 5 títulos).

Já o campeonato nacional do Cazaquistão independente, atualmente liderado pelo Aktobe, tem como campeões o Irtysh Pavlodar (com 5 títulos), o Astana e o Yelimay Semipalatinsk, com três títulos cada, o Kairat Almaty, com 2, além do Aktobe e o Taraz, com um campeonato ganho cada.

No estádio Ortalyk Tsentralny (Estádio Central), na capital Almaty, passaram alguns bons jogadores como o goleiro Voskoboynikov e o zagueiro Fomitšev, Atualmente, no time treinado pelo holandês Arno Pijpers, os destaques são o goleiro Loria (australiano de nascimento e que joga no sueco Halmstads), os zagueiros Smakov e Kuchma, o volante Sergienko, os meias ofensivos Baltiev e Karpovich e o bom atacante Zhumaskaliyev.

E acreditem: tem brasileiro jogando no Cazaquistão! O zagueiro Hugo está no Almaty e o atacante Weberson está no Ordabasy.


publicado originalmente no Blog do Birner


terça-feira, 16 de outubro de 2007

Amanhã, Brasil x Equador, 105 FM

Amanhã farei meu segundo jogo como comentarista da equipe de esportes da 105 FM (105,1) ou no link http://www.radio105fm.com.br

O jogo será Brasil x Equador, pela segunda rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa´10.

Ouçam, opinem, sugiram, participem, elogiem, critiquem, enfim... sintam-se em casa!

Ter os Deuses do futebol dentro de si

Ter os Deuses do futebol dentro de si

por Leandro Iamin

Quem sentou-se serio e concentrado para ver Brasil e Colômbia, domingo, ficou inquieto. Porque o jogo atrasou, e porque o jogo não andou. Foi uma partida hesitante da nossa Seleção, que, se segue sem nunca perder pra Colômbia em Eliminatórias, repete o início não-ideal das Eliminatórias da Copa-2002, com outro "ôxo" para as estatísticas.

Me lembrei desse time do Dunga sentando o pé num amistoso contra o Equador, em Estocolmo, 2006. Veio à mente, também, os Canarinhos no Rasunda, chegando junto contra os chilenos, num 4x0, também em 2006. Eram amistosos e eu esperava mais disso no El Campín, quando, enfim, era pra valer.

O combate brasileiro irritou porque foi confuso e, por vezes, desinteressado. A armação canarinho revoltou porque foi desinteressada e, algumas vezes, confusa. A vizinhança me enjoou, porque voltou a usar de ironia com Afonsos e Loves.

Sejamos práticos. Muita chuva, altitude, uma Colômbia virtuosa, entusiasmada, e está aí um quadro de alguma dificuldade. Poderia ser superado. Não foi. Não se culpa a chuva, nem a altitude. A Colômbia teve mérito no trabalho que fez, ainda que o trabalho feito também não tenha causado nenhum estrago em nossa equipe.

Mas faltou entusiasmo, palavra essa que significa "ter os deuses dentro". Faltou curtir a chuva e tornar o calção marrom. Faltou arriscar lançamento, chute de longe, pela altitude. Faltou ter os deuses do futebol dentro de si. Bagunçar o coreto, isso que faltou.

Nada de alarmante. Não se ensaia nenhuma crise com este empate. Dunga dará sequencia ao seu trabalho convicto, a tábua de classificação sempre será generosa, mas, contudo, precisa fazer notar alguns pontos. Entender que nem sempre será cômodo lidar com realidades "absurdas", como, num belo dia, Julio Baptista estar melhor condicionado do que Robinho. Entender que o centro-avante necessita fazer o pivô, ou desocupar a moita.

Arrumar aqui, acolá, passo a passo, vamos lá. Equador e Paraguai já exibiram suas fraquezas, e a Colômbia, se solucionar os bafafás internos, pode conseguir uma credencial de favorita para uma vaga, ao passo que Uruguai e Argentina não fizeram nada além do trivial, e não me assustam. Os bicampeões da América ainda possuem o mais azeitado dos times da competição.

Não se trata, porém, ainda, de um time brilhante, até porque não é uma das mais inspiradas gerações do nosso futebol. Mas até o momento, este time tem se mostrado honesto (definição que somelliers adoram dar para vinhos, sei lá porque). Um time que quando briga não parece artificial (como Lugano), e quando joga não mostra soberba (como Tevez).

Mas que não brigou nem jogou na Colômbia. Em que pese o gramado que pesou e o ar que faltou, a postura do time terá de ser mais decidida, imperativa e esclarecida a partir do jogo contra o Equador. Ou então, outra vez, deixarão de acreditar na retórica de Dunga, letra essa que só precisa de um pingo pra chegar na boca do povo. O que eu lamento e rejeito, como torcedor, e como crítico também.

* * *
Leandro Iamin é jornalista, tem 23 anos e, torcedor incondicional da Seleção, arquiteta e lidera um movimento de Torcida Organizada do Brasil, a Canários do Reino, que pode ter seu "dia 1" nessa quarta, no Maracanã.


domingo, 14 de outubro de 2007

Notas do Brasil

Júlio Cesar - muitíssimo bem quando foi acionado, apesar de ter rebatido estranhamente uma bola no segundo tempo. 8

Maicon - fraco, como sempre. não é jogador de seleção brasileira. 4

Lúcio - seguro, apesar de exposto. 6

Juan - menos seguro que Lúcio, o que é incomum. 5

Gilberto - cansou. Aos 5 do primeiro tempo. 2

Mineiro - marcou bem no primeiro tempo, fraquejou no segundo, mas deu um bom chute no meio do tempo. 5

Gilberto silva - parecia nervoso e mesmo algo violento. 3

Ronaldinho Gaúcho - começou buscando o jogo, mas se perdeu com o resto do time. 3

Kaká - fora de posição em 90% do jogo, devia ter mais presença de espírito e obedecer menos o técnico. 4

Robinho - completamente fora do ar. 3

Vagner Love - no primeiro tempo, foi o melhorzinho. E foi mal. 3

Júlio Baptista - entrou sem posição definida e jogou dessa forma. Pelo menos lutou. 4

Josué - pouco tempo em campo, o suficiente para um lançamento torto. 3

Afonso - pouco tempo, pouca bola, muito lobby. sem nota

Dunga - confuso o jogo inteirinho. Colocou Kaká aberto pela direita, fora de posição. Segurou os laterais, o que abriu avenidas para as alas colombianas. Tinha 2 volantes (ou 3, depois de Josué) e a defesa ficou exposta na entrada da área. Tirou um centroavante, pôs um volante para segurar um 0 x 0 com a Colômbia. Viu que errou e colocou um centroavante no lugar de Kaká. Como eu já havia dito antes: já serviu a experiência da Copa América. Não serve. Nota 2, por não ter usado uma roupa ridícula dessa vez.

Island Games








A cada dois anos, ilhas de todo o mundo disputam o Island Games, organizados pela IGA - International Island Games Association (Associação Internacional dos Jogos Insulares) desde 1985. Quando surgiram, os Island Games eram para ter tido apenas a primeira edição, disputada na Ilha de Man, dependência do Reino Unido, localizada no meio do caminho entre Inglaterra e Irlanda.

Assim com nas Olimpíadas (ou competições similares), os Island Games reúnem esportistas em várias modalidades. No total, são 14 modalidades, das quais 12 são escolhidas pelo país-sede, entre elas o futebol.

No futebol (que começou somente na terceira edição, em 1989), os campeões foram:

1989 (sede: Ilhas Faroe)
Ouro: Ilhas Faroe
Prata: Ynys Môn
Bronze: Åland

1991 (sede: Ilhas Åland)
Ouro: Ilhas Faroe
Prata: Ynys Môn
Bronze: Jersey

1993 (sede: Ilha de Wight)
Ouro: Jersey
Prata: Man
Bronze: Ilhas Åland

1995 (sede: Gibraltar)
Ouro: Ilha de Wight
Prata: Gibraltar
Bronze: Jersey

1997 (sede: Jersey)
Ouro: Jersey
Prata: Ynys Môn
Bronze: Ilha de Wight

1999 (sede: Gotland)
Ouro: Ynys Môn
Prata: Man
Bronze: Ilha de Wight

2001 (sede: Man)
Ouro: Guernsey
Prata: Ynys Môn
Bronze: Jersey

2003 (sede: Guernsey)
Ouro: Guernsey
Prata: Man
Bronze: Jersey

2005 (sede: Shetland)
Ouro: Shetland
Prata: Guernsey
Bronze: Western Isles

2007 (sede: Rodes)
Ouro: Gibraltar
Prata: Rodes
Bronze: Western Isles

* * *
Número de títulos:

2 Ilhas Faroe, Guernsey, Jersey

1 Gibraltar, Ilha de Wight, Shetland, Ynys Môn

* * *

Os participantes:

Alderney (dependência do Reino Unido, a noroeste da França)

Bermudas (território ultramarino do Reino Unido, a sudeste dos Estados Unidos)

Frøya (municipalidade da Noruega, no extremo noroeste do país)

Gibraltar (território ultramarino do Reino Unido, no extremo sul da Espanha)

Gotland (ilha pertencente à Suécia, a oeste do país)

Groenlândia (província semi-autônoma da Dinamarca, no extremo norte da América)

Guernsey (dependência do Reino Unido, a noroeste da França)

Hébridas Ocidentais (condado do Reino Unido, ao noroeste da Escócia)

Hitra (municipalidade da Noruega, no extremo noroeste do país)

Ilha de Wight (condado do Reino Unido, no extremo sul da Inglaterra)

Ilhas Åland (província autônoma da Finlândia, ao sul da Finlândia)

Ilhas Falkland (dependência do Reino Unido, ao sul da América do Sul)

Ilhas Faroe (região autônoma da Dinamarca, ao norte da Inglaterra e ao sul da Islândia)

Ilhas Orkney (condado do Reino Unido, ao norte da Escócia)

Jersey (dependência do Reino Unido, a noroeste da França)

Man (dependência semi-autônoma da Dinamarca, no extremo norte da América)

Minorca (ilha pertencente à Espanha, a leste do país)

Rodes (ilha pertencente à Grécia, a leste do país)

Saaremaa (ilha pertencente à Estônia, no centro do país)

Sark (ilha pertencente à Guernsey, no centro do país)

Shetland (condado do Reino Unido, ao norte da Escócia)

Ynys Môn (condado do Reino Unido, a noroeste do País de Gales)

sábado, 13 de outubro de 2007

União Soviética e o futebol





De 30 de dezembro de 1922 até 26 de dezembro de 1991, existiu a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que cobria grande parte do hemisfério norte, indo do centro-leste da Europa até o extremo Oriente, chegando até o centro-norte da Ásia.

A URSS era formada por 15 Repúblicas Socialistas: Armênia, Azerbaijão, Bielorússia, Estônia, Cazaquistão, Geórgia, Quirguízia, Letônia, Lituânia, Moldávia, Rússia, Tadjiquistão, Turcomênia, Ucrânia e Uzbequistão.

Em termos de futebol, durante muito tempo, a seleção soviética fez sucesso em âmbito europeu e internacional, ficando famosa por jogadores inesquecíveis (onde se destacam o fenomenal goleiro Lev Yashin, nascido na Rússia e o atacante Oleg Blokhin, nascido na Ucrânia), um futebol objetivo, mas mesmo assim bem jogado e mostrando bons valores. Também fez fama a camisa vermelha com a sigla "CCCP", item que hoje é xodó de muitos colecionadores (veja foto abaixo, do jogo Brasil x União Soviética pela Copa de 1982). A sigla, na verdade, é o dístico em alfabeto cirílico do nome do país em russo: Союз Советских Социалистических Республик - Sojuz Sovietskihh Socialistitchieskih Riespublik, que em português é União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

imagem: Popper Foto

Com essa camisa, a seleção soviética participou das Copas do Mundo de 1958, 1962, 1966 (onde chegou à quarta posição), 1970, 1982, 1986 e 1990. Em todos os torneios, com exceção de 1990, passou pelo menos à segunda fase. Na Eurocopa, sucessos ainda maiores: foi campeã da primeira edição em 1960 e vice em 1964, 1972 e 1988.

Na esfera nacional, a União Soviética teve campeonatos desde 1922. Deste ano até 1933 continuaram a existir os torneios entre cidades que existiam desde antes da Revolução Socialista, mas agora reunindo cidades de toda a federação, que jogavam eliminatórias dentro de suas repúblicas e disputavam fases finais entre os campeões. Desses 12 torneios, Moscou venceu quase todos, exceto em 1924, quando a cidade ucraniana de Kharkiv (então Charkov) venceu e em 1931, quando não foram disputados entre cidades, mas entre as repúblicas, sagrando-se campeã a República da Rússia.

Após interrupção, a União Soviética teve seu primeiro campeonato de clubes, em 1936 (que teve duas temporadas, de "primavera" e de "outono"), em que o campeão de primavera foi o Dínamo Moscou e o de outono, o Spartak Moscou. O domínio foi flagrante dos times russos, mas o maior campeão foi justamente um time ucraniano, o Dínamo de Kiev, campeão soviético treze vezes, seguido pelo Spartak, com doze títulos.

Os campeões:

Dínamo Kiev (13, atualmente na primeira divisão da Ucrânia), Spartak Moscou (12 títulos, atualmente na primeira divisão da Rússia), Dínamo Moscou (11 títulos, atualmente na primeira divisão da Rússia), CSKA Moscou (7 títulos, atualmente na primeira divisão da Rússia), Torpedo Moscou (3 títulos, atualmente na segunda divisão da Rússia), Dínamo Tbilisi (2 títulos, atualmente na primeira divisão da Geórgia), Dnepr Dnepropetrovsk (2 títulos, atualmente na primeira divisão da Ucrânia) e com 1 título cada: Ararat Yerevan (atualmente na primeira divisão da Armênia), Dínamo Minsk (atualmente na primeira divisão de Belarus), Zarya Voroshilovgrad (atual Zorya Luhansk e jogando na na primeira divisão da Ucrânia) e Zenit Leningrad (atual Zenit Saint Petersburg e jogando na na primeira divisão da Rússia).

Mas mesmo assim, as Repúblicas (exceto a Rússia) tinham seus campeonatos locais. Abaixo, uma lista dos maiores campeões de cada uma das repúblicas soviéticas, com a bandeira do país quando República da URSS:


Armênia (1936-1991)

6 Dínamo Yerevan, Spartak Yerevan

5 SKIF Yerevan

4 Araks Yerevan, Kotayk Abovian



Azerbaijão (1928-1991)

7 Araz Baku

5 Lokomotiv Baku, SKA Baku

4 Ordgonikidzeneft Baku



Belarus (1922-1991)

6 Dinamo Minsk, Sputnik Minsk

5 Torpedo Minsk

4 Torpedo Zhodino, Obuvschik Lida



Casaquistão (1936-1991)

5 Dinamo Alma-Ata

4 Metallurg Chimkent, Meliorator Chimkent



Estônia (1921-1944)

9 Sport Tallinn

6 Estonia Tallinn



Geórgia (1927-1989)

5 TTU Tbilisi

4 Metallurg Rustavi

3 Imereti Kutaisi, Guria Lanchuti, Marchali Macharadze, Lokomotiv Tbilisi



Letônia (1922-1940)

8 RFK Riga

7 Olimpia Liepaja

(1941-1991)

9 Metalurgs Liepaja

6 SKA Riga, VEF Riga



Lituânia (1922-1944)

6 Kovas Kaunas, KSS Klaipeda

5 LFLS Kaunas

(1945-1989)

7 Elnias Siauliai

5 Inkaras Kaunas



Moldova (1945-1991)

8 Dinamo Chisinau

4 Grenicherul Glodyany



Quirguistão (1934-1991)

16 Selmashevec Frunze (ou Torpedo Frunze)

8 Instrumentalshik Frunze

6 Frunze City Team

5 Spartak Frunze



Tadjiquistão (1947-1990)

7 Dinamo Stalinabad

6 SKIF Dushanbe

4 Trikotazhnik Ura-Tyube



Turcomenistão (1938-1991)

6 Pogranichnik Ashkhabad, Neftyanik Kvasnovodsk

4 Lokomotiv Ashkhabad, Dínamo Ashkhabad



Ucrânia (1936-1991)

4 Krivbas Kryvyi Rih

3 Metalurg Zaporizhzhya, Tavria Simferopol, Bukovyna Chernivtsi, Spartak Uzhgorod



Uzbequistão (1926-1991)

8 Sbornaya Tashkent

6 Sokol Tashkent

4 Spartak Tashkent, Dínamo Tashkent




Paulo Autran

Ontem foi 12 de outubro.

Dia da Padroeira do Brasil.

Dia das Crianças.

E desde ontem, 12 de outubro de 2007, dia do Silêncio nos Teatros.

Quando um gênio humilde se vai, devemos fazer silêncio.


quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Campanha do Internacional (RS) - Campeão brasileiro invicto de 1979

O leitor Gerson Rocha, de Cachoeirinha (RS), me pergunta qual foi a campanha do Internacional campeão brasileiro em 1979, de forma invicta.

Antes, acho interessante listar todos os times que participaram desse torneio, o auge do "Arena vai mal, põe um time no Nacional". Foi o recorde dos campeonatos brasileiros, com 94 times e inacreditavelmente, não contou com Corinthians, São Paulo, Santos e Portuguesa. Felizmente, tempos que são apenas lembranças.

A lista com todos os times, na ordem de classificação:

Internacional - RS
Vasco
Coritiba
Palmeiras
Operário-MS
Cruzeiro
Goiás
Atlético Mineiro
Vitória - BA
Uberlândia
Atlético Paranaense
Flamengo - RJ
XV de Piracicaba
Comercial de Ribeirão Preto
São Bento
Guarani
Uberaba
Desportiva
Londrina
América - MG
Vila Nova - GO
Grêmio
América - RJ
Campinense
CSA
Maranhão
Campo Grande - RJ
Grêmio Maringá
Joinville
Caldense
Colorado - PR
Brasil de Pelotas
Villa Nova - MG
Santa Cruz
Operário de Várzea Grande
Leônico
Comercial - MS
Botafogo - PB
Dom Bosco
ASA de Arapiraca
Central
São Paulo - RS
Anapolina
Mixto
Ceará
Figueirense
Náutico
Gama
Itabaiana
Bahia
ABC
Fluminense - RJ
Botafogo - RJ
Internacional de Limeira
Francana
XV de Jaú
Americano
Goytacaz
Juventude
Sergipe
Treze
Atlético Goianiense
Criciúma
Itumbiara
Caxias
Itabuna
CRB
Fluminense de Feira
Ferroviário - CE
Novo Hamburgo
Tuna Luso
Moto Clube
Brasília
Goiânia
Potiguar
Rio Branco - ES
Paysandu
Remo
Fortaleza
Confiança
Sampaio Corrêa
Fast
River
Piauí
América - RN
Operário - PR
Colatina
Tiradentes - PI
Nacional - AM
Avaí
Rio Negro
Sport Recife
Chapecoense
Guará

* * *

A campanha do Internacional

1ª fase

Grupo G

23/09
Atlético Paranaense 0x0 Internacional-RS

26/09
Santa Cruz 1x2 Internacional-RS

30/09
Internacional-RS 1x0 Figueirense

06/10
Internacional-RS 1x0 Grêmio

11/10
Sport Recife 0x3 Internacional-RS

13/10
Coritiba 0x3 Internacional-RS

20/10
Internacional-RS 1x1 América-RJ

28/10
Internacional-RS 5x1 Rio Branco

03/11
Internacional-RS 2x2 Operário-MS

* * *

2ª fase

Grupo K

07/11
Internacional-RS 1x0 Goytacaz

11/11
Internacional-RS 3x1 São Paulo-RS

15/11
Caldense 1x1 Internacional-RS

18/11
Internacional-RS 0x0 Anapolina

22/11
Atlético-PR 0x0 Internacional-RS

25/11
Internacional-RS 4x0 Desportiva

28/11
Internacional de Limeira 0x1 Internacional-RS

* * *

3ª fase

Grupo R

02/12
Internacional-RS 1x0 Goiás

04/12
Cruzeiro 2x3 Internacional-RS

08/12
Atlético-MG O x W Internacional-RS

* * *

Semifinal

13/12
Palmeiras 2x3 Internacional-RS

16/12
Internacional-RS 1x1 Palmeiras

* * *

Final

20/12
Vasco 0x2 Internacional-RS

23/12
Internacional-RS 2x1 Vasco
* * * 

Internacional-RS
23J 16V 7E 0D 40GP 13GC

fonte: RSSSF


O novo blog do Birner já está no ar.

Convido a todos que apreciam o meu trabalho a freqüentarem o blog diariamente.

Paulinho (do blog do Paulinho), Zé Rentato Sátiro e eu estaremos sempre por lá.

Espero que gostem. O objetivo é sério, tão sério como é o grande Birner.

Em tempo: esse blogue continua, a todo vapor!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Curiosos times da Copa da Uefa

Assim como já visto no post Curiosos times da Copa Sul-Americana, aqui iremos falar de alguns times de nomes curiosos ou desconhecidos que estão disputando a Copa da Uefa e que chegaram à fase de grupos, que é disputada em turno único, com jogos nos dias 25 de outubro, 8 de novembro, 29 de novembro, 5 e 6 de dezembro e 19 e 20 de dezembro.

A tabela será definida por um programa de computador, a fim de garantir que cada time jogue duas vezes em casa e duas fora, e evitar coincidências de locais e jogos em condições climáticas desfavoráveis na última rodada, em dezembro.

Os três primeiros colocados de cada grupo passam à terceira fase, quando se juntam aos terceiros colocados nos grupos da Liga dos Campeões. A partir daí, são disputados jogos eliminatórios em dia e volta até a final, em jogo único, dia 14 de maio de 2008, no estádio City of Manchester, na Inglaterra.

Ao mesmo tempo, sugiro, como sempre a leitura do site Trivela como forma de acompanhar esse torneio.



Larisa (Grécia)
- fundado em 1964, fruto de uma fusão entre quatro times da cidade de Larisa, na Grécia central: Iraklis Larisas, Aris Larisas, Toxotis Larisas e Larisaikos. Depois de gravíssima crise financeira, faliu e voltou desde a terceira divisão grega com o nome oficial de AEL 1964;

- Larisa é o nome de uma ninfa, filha de Piasus, um príncipe pelasgo, grupo étnico que precedeu os gregos na região;

- o apelido do time é Vyssini (Grenás), por causa das cores de sua camisa;

- joga no estádio Alkazar, que dará lugar em 2009 para o AEL Arena.

* * *

Mladá Boleslav (TCH)
- atualmente FK Mladá Boleslav, foi fundado em 1902 como Studentský sportovní klub Mladá Boleslav, mas mudou de nome inúmeras vezes: Mladoboleslavský SK (1910), Aston Villa Mladá Boleslav (1919), Sokol Aston Villa Mladá Boleslav (1948), ZSJ AZNP Mladá Boleslav (1949), Spartak Mladá Boleslav Automobilové (1959), Škoda Mladá Boleslav (1965), Auto Škoda Mladá Boleslav (1971), FK Mladá Boleslav (1990), Slavia Mladá Boleslav (1992), Bohemians Mladá Boleslav (1994) e FK Mladá Boleslav (1990), que se mantém até hoje.

- joga no estádio Městský, palavra que signifca "Municipal", em tcheco.

- a cidade de Mladá Boleslav, sede do time, foi fundada no século 10 pelo rei Boleslav II, que era conhecido como o "Jovem" (Mladá) Boleslav, para o diferenciar de seu pai, o "Velho" (Stará) Boleslav.

* * *

Elfsborg (SUE)
- o time é da cidade de Borås, localizada na Suécia meridional, próxima a Gotemburgo. A palavra Borås significa "vários familiares".

- o apelido do time é Di Gule (Os Amarelos)

- Elfsborg significa "Cidade dos Elfos"

* * *

Brann (NOR)
- fundado em 1908, os Bergens stolthet (Orgulhos de Bergen, cidade-sede do time alvirrubro) têm em seu nome uma origem muito curiosa: os fundadores chamvam-se Christen K. Gran and Birger Brjestland. A união dos dois nomes fez surgir o Brann.

- a música mais cantada pelos torcedores é Udsikter fra Ulriken, que homenageia os montes Ulriken, localizados atrás do estádio do Brann. Curiosamente, essa música foi escrita por Johan Nordahl Brun, torcedor ferrenho do Rosenborg, um dos grandes rivais do Brann.

* * *

Panionios (GRE)
- o nome completo do time é Panionios Gymnastikos Syllogos Smyrnis, o que significa "Associação Ginástica Pan-Iônica de Esmirna", pois o time, apesar de ser grego, foi fundado na cidade turca de Esmirna, em 1890 e posteriormente transferido para Atenas (na verdade, a cidade-vizinha de Nea Smirni) depois que as tropas do presidente Kemal Ataturk expulsou os gregos da cidade e mesmo de toda a Turquia.

- o apelido do time é Kyanerythri (Rubro-azuis), devido às suas cores, que ao mesmo tempo homenageiam a origem turca e a nacionalidade grega do Panionios.

* * *

Helsingborgs (SUE)
- a sede do time é em Helsingborg, no extremo sul da Suécia. A letra "s" é o sinal de patronímico no idioma sueco.

- um dos apelidos do time é Mjölkkossan (As Vacas Leiteiras), pela região de Helsingborg ser grande produtora de laticínios.

- a torre no escudo do time é o Helsingborg's slott (O Coração de Helsingborg), que marca a paisagem da cidade e que ajudou a defender a Suécia das invasões dos povos europeus no século 12.