sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Guia de Pronúncias - GREGO

GREGO
d - como "the". Ex.: Dellas

e - sempre aberto, como em "mel", quando vier do grego "ε". Ex.: Kafes (Cáfés). Também aceita-se "ee" como no verbo "see (ver)", quando vier do grego "η", o que é mais raro.

g - como "y" em "yes". Ex.: Georgios

kh - como o "h" em “house (casa)”. Ex.: Charisteas

o - aberto como em "óleo"; portanto, "Pánáthináicós"

ou - como "u" em "uso". Ex.: Liberopoulos

th - quase como o "the". Ex.: Panathinaikos

x - como "cs" em "sexo".

y - como o "ü" alemão; quase um “i”



Guia de Pronúncias - HOLANDÊS

HOLANDÊS
a – como o “e” em “set”

aa - “a". Ex: Maarten

ae – como o “ö” alemão; quase um “u”

au – como em “sal”

e – aberto, como em “mel”

ei – como em “véia”. Ex.: Heitinga

eu – como a palavra “meu” falada com a boca quase fechada

g - lida como o “h” de “house”, mas com o “r” mais puxado

h – lida como o “h” de “house”

ie - como no verbo "see"

ij – exatamente como o “ei” acima. Por vezes, esse ditongo é escrito como “y”. Ex.: Sneijder e Cruyff.

j – como "y" em "yes"

o – como em “sol”

oe – “u”, como em “Itu”

oo – como em “vôo”

ou – como em “sal”

r – na maioria das vezes, pronunciado como em “arara”

u – falado como o “u” na palavra “but (mas)”

ui – como na interjeição “ai”, com o “i” puxando para o “y” de “yes”

uu – como na nota musical “mi”, com o “i” mais longo

w – lida como “u” em “Itu”


Guia de Pronúncias - HÚNGARO

HÚNGARO

a – “o” aberto, como em “sol”

á – como “ã” em “anã”


c – lido como “ts”

cs – lido como “tch” em “Tchecoslováquia”

cz - lido como "ts"

dz - lido como "ds"

dzs - lido como "j" em "jeans"

e - "é" fechado, como em "céu"

é - "ê" fechado, como em "mês"

gy – lido quase como “dji”

í - lido como "i" mais longo

j - lido como “y” em “yes”

ly - lido como “y” em “yes”

ny - lido como "nh"

o - lido aberto, como em "pó"

ó - lido fechado, como em "sou"

ö - lido como "é" em "filé"

ő – lido como “ê” em “crê”

s - como “sh” em “show”

sz – lido como “s” em “sapato”

ty – lido quase como “tir”

u - lido como "iú"

ü - lido como "i" em "filho"

ű – lido como uma letra entre “u” e “i”

w - sempre com "v"

zs – como “j” em “jóia”

Guia de Pronúncias - IDIOMAS ESLAVOS DE LETRAS LATINAS (Croata, Tcheco, Polonês, Eslovaco, Esloveno)

IDIOMAS ESLAVOS DE LETRAS LATINAS¹

(Croata, Tcheco, PolonÊs, Eslovaco, Esloveno)


á – “a” longo

ä – lido como “e” em “meu”

ą – “o” anasalado como um “mignon”

c – geralmente, lido como “ts”; em polonês: antes de “i”, é lido como “ch”

č – lido como “ch” em “cachorro”

ć – lido como “tch” em “Tchecoslováquia”

ch - como o “h” de “house”

cz - lido como “tch” em “Tchecoslováquia”

ď – lido como “di”, em “Diego”

đ – lido como “dj”, em “Django”

é – “e” longo

ě – lido como “ie”, em “yes”

ę – lido como “ã” em “maçã”

g – em Croata e Esloveno, lido como o “h” de “house”

h – sempre aspirado, como o “h” de “house”

í – “i” longo

ł – como o “u”em “ué”

ĺ – “l” fortemente pronunciado

ľ – como em “lido”

lj – quase um “lh”, como em “galinha”

ň – lido como “ni”

ń – “n” quase mudo

ó – “o” longo; em polonês, lido como “u”

ô – como o “wa” no verbo “want (querer)”

ř – fonema difícil, quase um “rr-j”

ŕ – como “r” em “rato”

rz – geralmente, lido como um “j”; antes de “k”, “p”, “t” e “ch”, lido como “sh” em “show”

š – como “sh” em “show”

sz – como “tch” em “Tchecoslováquia”

szcz – lido como “ch-tch”

ť – lido como “ti”

ú (ů) – “u” longo

w – normalmente, como “v”

ý – “i” longo

ž – lido como “dj” em “Django”

ź – lido como “j” em “jóia”

ż - lido como “dj” em “Django”


¹a sílaba tônica, via de regra, é a antepenúltima

Guia de Pronúncias - ISLANDÊS

ISLANDÊS

æ – lido como “ai”

ð - lido como “th” em “the”

é – lido como “í”

j – lido como “y” em “yes”

ó – “o” longo

ö – como “ã” em “anã”

þ – lido como um “z” pronunciado com a língua entre os dentes

Guia de Pronúncias - ITALIANO

ITALIANO

c - lido como "tch"

cc - lido como "tch"

cch - lido como "tch"

ch – como “k”

gh - lido como "gu", como em "jegue"

gl – lido como “lh”

gn - lido como "nh"

ll - lido como "l"

sc – como “sh” de “show”, quando antes de “e” e “i”

u - depois de "g" e "q", é sempre lido, como se tivesse trema. Ex.: Iaquinta lê-se Iacuinta

z - lido como "ts"

zz - lido como "ts"


Guia de Pronúncias - NORUEGUÊS

NORUEGUÊS

å – “o” aberto como em “sol”

æ – “e” aberto como em “mel”

gj – lido como “y” em “yes”

gn – lido como “nh” em “canhão”

h – mudo antes de “j” e “v”, como em “hora”

j – lido como “i”

kj – lido como o “h” em “house”

ø – lido quase como um “i”

sj – como “sh” em “show”

sk – lido como “sh” em “show”, quando antes de “i” e “y”

Guia de Pronúncias - ROMENO

ROMENO

ă – “a” quase mudo. Ex: no nome Cătălin, lê-se quase “Ctlin”

â – quase como o “ê” em “crê”

c - como “sh” de “show”, quando antes de “e” e “i”

ch – como “k”

h – como o “h” de “house”

î – quase como o “ê” em “crê”

j - “j”, como em “jóia”

ş - como “sh” de “show”

ţ - lido como um “ts” em “tsé-tsé”

Guia de Pronúncias - RUSSO

RUSSO¹

e – no começo da palavra, é lida como “ie”

g – em russo, é “g” mesmo; em bielorrusso e ucraniano, é como o “h” de “house”

j – como “dj”

yo – como “jo” em “queijo”

zh - “j”, como “juá”

w – sempre como “v”

kh - como o “h” de “house”

ch – lido como “ch” em “cachorro”


¹a pronúncia do russo é quase idêntica à do bielorrusso e do ucraniano; quando há diferença, é explicado.

²a sílaba tônica, via de regra, é a segunda. Ex.: Fedorovich (Fedórovich), Blokihn (Blôhin)

Guia de Pronúncias - SÉRVIO

SÉRVIO¹

č - como “tch” em “Tchecoslováquia”

đ - lido como “dj” em “Django”

j – lido como “i”

š – lido como “ch” em “cachorro”

šč – lido como “ch-tch”

ž - “j”, como “jóia”

¹a sílaba tônica, via de regra, é a antepenúltima

Guia de Pronúncias - SUECO

SUECO

å – “o” aberto como em “sol”

j – lido como “i”

kj – lido como “h” de “house”

sj – lido como “sh” em “show”

sk – lido como “sh” em “show”, quando antes de “ä”, “e”, “i”, “j”, “ö” e “y”

skj – lido como “sh” em “show”

u - geralmente, lido quase como um “i”

y – lido como “ee” no verbo “see”

Guia de Pronúncias - TURCO

TURCO

â – como “iá”

c - como “dj”, sempre

ç – como “tch” em “Tchecoslováquia”

e – no meio ou começo da palavra, aberta, como em “mel”, no final, fechada como em “crê”

g – sempre como em “gato”

ğ – não pronunciado, mas é um leve “h” de “house”

i – como no verbo "see". Em maiúsculas, é “İ”, que não existe em português.

ı – falado como o “u” na palavra “but (mas)”. Em maiúsculas, é “I”.

j – como em “jóia”

o – sempre fechado

ö - falado quase como o “i”

ş – como o “sh” em “show”

sh – pronunciado separado: a palavra turca meshut seria lida “mess-rút”

ü – lida como “u” em “Itu”



Sochaux











Ontem, num programa esportivo da televisão aberta, um comentarista (que já foi bom e hoje é um arremedo de si mesmo) disse: "É bom que o Betão não foi para o Sochaux. Quem quer jogar num time que o nome parece espirro?"


Além da delicadeza da frase, vinda do mesmo comentarista que participa de um programa de rádio onde todos gritam ao mesmo tempo, ela mostra um terrível despreparo de alguém que só sabe falar de Corinthians, Muricy, Luxemburgo e Edmundo.


Para esclarecer o douto jornalista: Sochaux é uma cidade localizada no extremo leste da França, com pouco mais de 5 mil habitantes. O nome tem origem nas montanhas que rodeiam a região, ricas em calcário:
sous la chaux, que significa "sob a cal", tanto que a cidade se chamou Sous Chaux, Souchal, Souchy e finalmente, Sochaux.

Ou seja, nada a ver com espirro. A não ser que seja alérgico a calcário.


Indignação

Por que raios o Sportv chama todos os times que são "A" de "O"?

Por que nos obrigam a ouvir "O" Juventus de Turim?

O que é isso? Burrice? Má-vontade?

Ou só mesmo a já epistolar ignorância do Sportv em termos de futebol europeu?


Al-Gharafa Sports Club

Quando li que Zé Roberto (recém-afastado do Botafogo) vai para o Al-Gharafa, do Qatar, logo imaginei: "pronto, já vão fazer piada com ele e com o nome do time". Pesquisei, com o intuito de derrubar essa piada, o significado do nome do time, fundado como Al-Ittihad e ganhador de 4 títulos nacionais.

Pois acabei verificando que as piadas são maldosas, mas não descabidas, pois a palavra gharafa (الغرافة), significa "ânfora", um utensílio tipicamente árabe muito semelhante a um jarro. Dessa palavra árabe, inclusive surgiu a palavra portuguesa "garrafa" e a palavra inglesa "carafe (ânfora)".

O time, que já tem os brasileiros Rodrigo Mendes (ex-Grêmio) e Araújo (ex-Cruzeiro), além do capitão da seleção qatariana, Saad Al-Shammari e de um dos artilheiros da seleção iraquiana, Younis Mahmoud, joga com camisa amarela, calções azuis e meias brancas.


O Al-Gharafa é financiado pelo xeque Hamad bin Thamer Al Thani, presidente da TV Al-Jazeera, a "CNN Árabe", que se notablizou por divulgar as comunicações da Al Qaeda e de seu líder, Osama bin Laden. Depois desse grande aporte de dinheiro, quando mudou de nome, o time ganhou 2 campeonatos qatarianos (01/02 e 04/05) e 1 Copa do Príncipe (2002).


quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Shakhtar Donetsk e Wolfsburg

Josué, jogando muito no grande São Paulo, foi para o pequenino, mas rico, Wolfsbrug (grosso modo, o time da Volkswagen).

Willian, jogando no grande Corinthians, pode ir para o pequeno, mas rico, Shakhtar Donetsk (comandado e financiado pelo oligarca ucraniano Rinat Akhmetov).



Títulos do Wolfsburg

Nenhum




Títulos do Shakhtar Donetsk
3 vezes Campeão Ucraniano em
2002, 2005 e 2006
4 vezes Campeão da Copa da União Soviética em 1961, 1962, 1980, 1983 (como Shakhtyor)
5 vezes Campeão da Copa da Ucrânia em 1995, 1997, 2001, 2002 e 2004


São Paulo e Corinthians têm, juntos, 4 Mundiais, 3 Libertadores e 8 Campeonatos Brasileiros.

Você trocaria? Pensaria duas vezes? Ou nem iria.

Eu nem iria.

Escudo da Atalanta


O leitor Diego Bustamante (esse eu não perdi o nome...) pergunta-me a origem do escudo da Atalanta, time de Bérgamo atualmente na 1ª divisão italiana. O perfil no escudo dos Nerazzurri, apelido do time, é a própria Atalanta, figura da mitologia grega protegida de Artêmis e exímia atleta e caçadora.

Conta a lenda que quando Atalanta nasceu, seu pai Íaso, que só queria filhos do sexo masculino, a abandonou no Monte Pártenon, onde foi alimentada por uma ursa e recolhida por caçadores, que a criaram. Assim, ela recebeu uma educação viril e jurou resistir às tentações do amor. Participava de competições de lutras com homens, e sempre ganhava.

Íaso, que com a fama de Atalanta, reconheceu a filha, quis dar-lhe um marido a fim de garantir a descendência. Atalanta, depois de ter recusado esta possibilidade durante muito tempo, acabou por decidir que só aceitaria como marido alguém que a vencesse na corrida. E aqueles que falhassem na prova seriam imediatamente mortos. Este foi o destino de grande número de pretendentes.

Mas com a ajuda de Afrodite, Hipórnenes ganhou a corrida. O casal encontrou-se pela primeira vez num templo de Zeus, de onde surgiu o filho Partenopeu. Irritado com essa heresia, Zeus transformou Atalanta e Hipórnenes em leões e garantiu que Partenopeu morreria numa guerra, o que de fato aconteceu em Tebas.

Escudo do Lecce

Há algum tempo, um leitor (que perdi o nome, pelo que peço desculpas) perguntou-me o porquê do Lecce, time italiano atualmente na Série B, ter um lobo em seu escudo.



Esse lobo aparece também no brasão (acima) da cidade de Lecce, localizada no sul da Itália, no "salto da bota". A representação desse aninal tem origem numa das primeiras denomimações da cidade, que era chamada pelos gregos de Sybar, nome vindo dos Messapii, tribo que viveu na região sul da Itália em tempos pré-históricos, especialmente no que hoje é a Puglia, onde fica Lecce.

No século 3 a.C., quando os romanos conquistaram aquela área, traduziram o nome para
Lupiae (lobo). Com o imperador Marco Aurélio (que governou de 161 a 180 d.C.), o nome da cidade mudou para Licea, de onde surgiu Lecce.


Está feio o futebol brasileiro ?

Muitos falam que o futebol brasileiro está feio, que o nível está baixo. Muitos colocam a culpa no inegavelmente excessivo êxodo de jogadores.

Ainda escreverei mais sobre o assunto. Mas não vejo no êxodo um dos maiores responsáveis, não. O êxodo não é coisa nova (vem de finais dos anos 80) e os times brasileiros nunca foram esplendorosos, com exceção até os anos 70 e algumas pérolas como Flamengo de Zico, Flu de Assis, São Paulo de Raí, Palmeiras de 96, Corinthians de 99 e Santos de Robinho.

Preciso desenvolver mais essa idéia, mas acho que virou lugar-comum detonar o atual estágio do futebol brasileiro. Ele está ruim, fato incontestável. Mas relembrem os times campeões brasileiros de 84 para cá. Há algum craque absoluto?

Desses craques que estão na Europa e fazem do futebol brasileiro toda essa fama... algum deles fez um sucesso estupendo no Brasil? Nem o Kaká, nem o Ronaldinho Gaúcho.

Outro ponto: o medo de perder o emprego. Telê era desapegado dos bens materiais. Releia entrevistas dele na década de 70, quando ainda era uma promessa: ele dizia saber que perderia o emprego depois de 5 derrotas seguidas. Então, já que a demissão era inevitável, que se jogasse bonito e de forma divertida.

E quando o Brasil [b]se rebaixou[/b] aos europeus e começou a priorizar a preparação física (que os europeus criaram para derrotar o Brasil e os brasileiros pateticamente copiaram- para derrotar quem?), a fluência que faz do futebol brasileiro ser o que é se perdeu. Se o futebol brasileiro ficou mais maduro e supostamente (grifo: [b]supostamente[/b]) mais competitivo, por outro lado ficou feio e sem-graça.

Por isso, acho fácil culpar o êxodo pela atual teórica ruindade. A coisa é muito mais profunda e é tangenciada pelo problema da grana. Só tangenciada.

HŠK Zrinjski Mostar

Há um mês, o tradicional Partizan Belgrado, da Sérvia, enfrentou o time bósnio do Zrinjski Mostar, pela Copa da Uefa. Venceu os dois jogos (6 x 1 na Bósnia e 5 x 0 em Belgrado), classificando-se para a segunda fase preliminar do torneio. No jogo de ida, em Mostar, torcedores do Partizan, como sempre acontece, protagonizaram cenas de violência com a polícia local durante a partida, o que, apesar de ambos os resultados, fez com que a Uefa eliminasse o time sérvio.

Com a eliminação do Partizan, o Zrinjski prosseguiu na competição. A equipe Bósnia enfrentará o Rabotnički Kometal, da Macedônia. O primeiro jogo está marcado para o dia 16, em Skopje, sede do Rabotnički, e o segundo para uma semana depois, na Bósnia.

* * *

O Zrinjski Mostar é o clube mais velho em atividade na Bósnia-Herzegovina: foi fundado por estudantes croatas como
Đački športski klub (Esporte Clube dos Estudantes) em 1905. Poucos anos depois, mudou o nome para Gimnazijski nogometni klub Zrinjski (Ginasial Futebol Clube Zrinjski). O nome Zrinjski vem da família croata Zrinski, nobres que eram muito influentes no Império Húngaro (que unia Hungria, Croácia e Dalmácia), especialmente no governo do rei Luís I, que comandou toda a região durante as Guerras Otomanas na Europa. Os Zrinski eram um braço da família Šubić, uma das 12 tribos que originaram a região da Croácia e Dalmácia.

Em 1914,
durante a I Guerra Mundial, o time foi banido do futebol, por relações com os croatas. Isso durou até 1917, quando foi fundado o Hrvatski Radnički Omladinski Športski Klub (HROŠK), formando um novo time chamado Hercegovac, que reunia vários times de origem croata da Bósnia. Mas na II Guerra, com a proibição de nomes nacionais no times, o Zrinjski ficou banido durante todo o período comunista da Iugoslávia (de 1945 até 1992).

Na restauração da Bósnia-Herzegovina como país, em 92, o Zrinjski voltou, sediado em Međugorje. Quando a LIga Croata começou, o time entrou na 1ª divisão do recém-criado campeonato e, em 2000, surgiu a Liga Bósnia, com a participação importante do Zrinjski, dessa vez já de volta em Mostar.

Atualmente, os Plemići, que usam uniformes parecidos com o argentino River Plate e que ganharam o título bósnio em 2005, disputam a Premijer Liga BiH, a primeira divisão da Bósnia-Herzegovina. Seu maior rival é o Velež Mostar, que é um time de origem bósnia, daí a grande rivalidade.


terça-feira, 14 de agosto de 2007

Do bairrismo

Moro na Mooca há pouco mais de 5 anos, mas minha origem está aqui. Morei em Santo Amaro durante 30 anos. Para quem não sabe, são bairros de São Paulo, o primeiro na Zona Leste e o segundo na Zona Sul, um a quase 30 quilômetros do outro. Adoro a Mooca e fico feliz ao vê-la crescendo e progredindo. Fico feliz quando ouço falarem do charme interiorano desse bairro ao lado do Centro da cidade. Também sempre me sinto bem ao voltar para Santo Amaro, me ofendo quando xingam o horroroso Borba Gato (eu posso, sou de lá!), me orgulho de ter morado entre o Aeroporto de Congonhas e o Autódromo de Interlagos.

Isso é bairrismo?

Para uma pessoa que diz que não sai da Mooca nem para comprar um livro (e tem que se contentar com uma fraquíssima filial da Livraria Nobel na Paes de Barros), sim. Para uma pessoa que diz não sair de Santo Amaro nem para comer um beirute (e tem que se contentar com algum Habib´s da vida), também.

Outro dia, vi um comentarista do Sportv dizer que abominava bairrismo, ao justificar seu apoio à imoral absolvição de Dodô, pois era "coisa de paulista" querer a punição de Dodô. No dia seguinte, li outro comentarista, esse no jornal Lance!, dizer que "...a absolvição de Dodô... tribunal carioca, time carioca...".

Qual dos dois está certo? Nenhum deles. Estão os dois errados. Dodô não foi absolvido porque é carioca ou joga num time carioca. Dodô foi absolvido porque a justiça não é cega, mas míope. Não foi caso de "paulistanismo" ou "carioquismo", mas de "incompetentismo".

O bairrismo, via de regra, me lembra o zagueiro que levanta a mão quando a linha-burríssima falha e o centroavante aparece livre em cima do goleiro. Ele, zagueiro lento e despreparado, ao levantar a mão, quer dizer algo como "fiz o certo, bandeira! Você que errou!"

Assim é quem acusa determinados jornalistas e determinadas opiniões de bairristas ou clubistas. Quando um carioca, ao ouvir uma opinião elogiando o Palmeiras, diz que o jornalista é um bairrista. Quando um gaúcho, ao ouvir um mineiro falando que o Atlético Mineiro tem a camisa mais bonita que a do Inter, o acusa de clubista sem-vergonha.

Quando na verdade, o clubismo e o bairrismo estão na cabeça de quem acusa. Via de regra, o acusador tem em mente uma suposta perseguição contra seu time/bairro/estado/rua/beco, o que, para mim, configura um evidente sinal de complexo de inferioridade.

Em maior ou menor intensidade, todos nós já nos sentimos inferiorizados. Nestes momentos, tendemos a perceber os outros como uma enorme ameaça a nós, "tão indefesos". Achamos que todos abusam de nossa enorme boa vontade e bondade, mas na verdade, precisamos nos "auto-aceitar", o que recusamos ser verdade. Ao recusarmos a própria necessidade de aceitação, colocamo-nos como vítimas de um mundo hostil. Achando que de fato somos inferiores, então nos defendemos da forma que sabemos. E desmerecer o oponente é um caminho fácil e libertador.

É o caso lá do meu primeiro parágrafo. Eu sei que o Borba Gato é uma coisa horrorosa. Mas não quero que falem mal dele, é o símbolo do bairro em que vivi quase minha vida toda. Você acha o Borba Gato feio? Seu bairrista! Vai morar no Rio, lá não tem Borba Gato! E me deixe em paz!

Isso não é só bairrismo. É burrismo.


Fifa inclui mais uma equipe no Mundial de Clubes

Deplorável. Virou bagunça. Tirou o valor de um importante campeonato. Que pena.

* * *

FONTE: TERRA

A Fifa aumentou em US$ 1 milhão a premiação em dinheiro e acrescentou mais um time ao Mundial de Clubes deste ano, que será mais uma vez realizado no Japão, conforme anunciou a entidade nesta terça-feira.

O Japão também teve confirmada a sede da competição para 2008, e o processo de escolha para sede do evento em 2009 começa no próximo mês de novembro.

"O comitê de organização decidiu aumentar em US$ 1 milhão o prêmio em dinheiro para o torneio de 2007, elevando o total para US$ 16 milhões em jogo no Japão", informou a Fifa em comunicado.

"O campeão levará US$ 5 milhões, o vice-campeão ficará com US$ 4 milhões, o terceiro, com US$ 2,5 milhões, o quarto, com US$ 2 milhões, os dois quintos colocados receberão US$ 1 milhão cada e o sétimo receberá US$ 500 mil", completou a nota.

Sete times em vez de seis vão disputar a competição, que começa no dia 7 de dezembro. Nas duas edições anteriores, seis campeões continentais se classificaram, mas a partir deste ano o campeão do país-sede também receberá uma vaga e jogará a primeira partida com o campeão da Oceania.

"O comitê decidiu recomendar ao Comitê Executivo da Fifa que o Japão seja a sede em 2008 e que se abra o processo para a edição de 2009 em novembro de 2007", disse a Fifa.

Quatro clubes já estão classificados para o Mundial deste ano - Milan (campeão da Europa), Boca Juniors (América do Sul), Pachuca (Concacaf) e Waitakere United (Oceania).

Somente clubes brasileiros se sagraram campeões das três versões anteriores. O Corinthians venceu em 2000, o São Paulo em 2005 e o Internacional em 2006.


segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Jiul Petroşani

Nesta segunda-feira, foi manchete uma lamentável notícia ocorrida no futebol romeno: o jogador Mihai Lungan, do Jiul Petroşani, da 1ª divisão local, recebeu uma surra após cancelar seu contrato com o clube, por não ter recebido premiações durante meses.

Pior ainda: o jogador como seu empresário atribuem a ação a guarda-costas do proprietário da equipe, Alin Simota, segundo disse o chefe da Polícia de Petroşani, Florin Nicolae.

Simota disse não saber nada sobre o assunto, e afirmou que estava fora do país quando aconteceu o incidente. Já o treinador do Minerii (apelido da equipe, de origem mineira), Ioan Sdrobiş, lembrou "ter visto o jogador coberto de sangue após um treino".

Mas que time é o Jiul Petroşani?

Fundado em 1919 na cidade romena de Petroşani (localizada na região da Transilvânia, oeste da Romênia), como Clubul Atletic al Minerilor din Petroşani (Clube Atlético dos Mineradores de Petroşani), o time preto-e-branco do oeste romeno mudou de nome várias vezes em sua história, sempre movido pelos que o financiavam.

Considerado um time de médio para pequeno, os Minerii venceram a Copa da Romênia em 1974, torneio do qual já havia sido vice em 72. Desde sua fundação, fica transitando entre a primeira e a segunda divisão sem nunca ter alcançado destaque nacional, mas revelou um bom jogador da história romena: Daniel Timofte, que esteve inclusive em Copas do Mundo.

Patrocinado desde sempre por mineradores, o Jiul (o nome do time remete ao rio Jiul, que corta o oeste da Romênia até desagüar no Danúbio) quase desapareceu na década de 90, quando o presidente do clube era Miron Cozma, controvertido líder sindical que foi condenado a dezoito anos de prisão acusado de corrupção e assassinato. Foi quando surgiu a atual presidente, Alin Simota, mais um multimilionário da antiga Cortina-de-Ferro e que agora investe maciçamente em futebol e subiu o time para a 2ª divisão depois do Jiul estar rondando os últimos lugares da terceira divisão.

Hoje, ainda na Liga II, o Jiul Petroşani investe apenas em jogadores romenos, por questões nacionalistas, com algum destaque para o goleiro Cătălin Mulţescu, de 30 anos. Pouco para um time que recebe tanto dinheiro (duvidoso) do petróleo da Romênia.


Nicarágua: A "Cinderela Centroamericana"

Indios del Boer, Tigres del Chinandega, Tiburones de Granada, Fieras de San Fernando e Leon. Dennis Martínez, Porfi Altamirano, Marvin Benard e David Green. Cinco vezes vice-campeã mundial, cinco vezes terceira colocada na Copa do Mundo e quarta colocada nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996.

Esses são, na ordem, os times mais vitoriosos da Nicarágua, os nomes de jogadores nicaragüenses históricos e os melhores resultados do time centro-americano no esporte nacional do país.

Futebol? Não. Beisebol. Descoberta em 1502 por Cristóvão Colombo e posteriormente colonizada por espanhóis, a Nicarágua passou por longos períodos de ditadura, sempre apoiadas pelos Estados Unidos: o primeiro dos ditadores, em 1857, inclusive, nasceu lá: William Walker. Dessa forma, a cultura dos EUA sempre esteve muito presente na Nicarágua, inclusive nos esportes, o que fez com que o futebol não fosse praticado por muitos.

Quando Anastasio Somoza (um militar que fora intérprete do governo perante negociações na ONU e que detestava futebol) tomou o poder de Juan Bautista Sacasa, depois de matar o revolucionário Augusto Sandino, em 1937, a coisa piorou para o futebol. Aliás, o esporte existia oficialmente no país apenas desde 1929, quando a seleção nacional disputou um amistoso contra El Salvador, naquele que foi o primeiro dos vexames nicaraguenses no futebol: derrota por 9 a 0 para os adversários. Exceto esporádicas participações em torneios internacionais e uns poucos amistosos da seleção e dos clubes, o futebol ‘pinolero’ (apelido do povo nicaragüense derivado de uma bebida nacional, o pinolillo, uma amarga mistura de milho e chocolate, servida com leite ou água e sem açúcar) praticamente inexistia.

Depois da queda da família Somoza e ascensão dos sandinistas (seguidores de Augusto Sandino), 42 anos depois, o futebol começou a ter verdadeiro impulso no país, com freqüentes presenças em campeonatos continentais, além de ter levado clubes do país a resultados internacionais sofríveis, mas melhores do que a completa ausência de jogos, com WOs eram muito comuns. Hoje, com ajuda inclusive da Fifa, o futebol é disputado por crianças e sobretudo, assim como nos Estados Unidos, por meninas em idade escolar.

Cercada de futebol, ama beisebol

Apesar desse pequeno, porém visível crescimento (a Liga Nacional chama-se Torneio Ricardo Morales Avilés, nome de um revolucionário sandinista, o que mostra a boa vontade do Partido Sandinista com o futebol), a Nicarágua ainda tem um desempenho terrível no âmbito centro-americano, onde é o maior país e está cercado de nações com certa tradição no futebol, como Honduras, El Salvador e Costa Rica.

Nos últimos quatro jogos oficiais de La Azul y Blanco, foram três derrotas para El Salvador, Guatemala e Honduras (9 a 1) e uma vitória sobre Belize. Esse cartel mostra o quanto a Nicarágua está longe de ser considerada um adversário importante na região. De 104 jogos disputados em sua história, a ‘Cinderela Centroamericana’, apelido carinhoso por ser a seleção mais fraca do continente, ganhou apenas 10, fez 79 gols e tomou 389.

Entre esses resultados, não está a goleada de 14 a 0 aplicada pelo Brasil nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1975, mas há números assustadores, como derrotas por 11 a 1 para Curaçao, 10 a 0 para Honduras e 10 a 1 para El Salvador. Sobre esse jogo contra o Brasil, algo deve ser dito a favor dos nicaragüenses: o time chegou um dia antes da partida e não conseguiu se ambientar decentemente. Além disso, passou por eliminatórias na América Central, o que por si só já é digno de honra.

A evolução do futebol como esporte na Nicarágua é vista nos locais onde se disputam os jogos. O estádio nacional Dennis Martínez, que surgiu como estádio de beisebol (Martínez foi o primeiro nicaragüense a jogar pela Major League Baseball, a liga dos EUA), agora divide espaço com o futebol e, não raramente, enche para assistir a jogos do América local contra times mais tradicionais, como o Diriangén (maior equipe do país) e Real Estelí, ambos do interior.

Talentos no interior

É no futebol do interior do país que começam a despontar alguns talentos, mesmo que restritos à região. É o caso do atacante Emilio Palacios, de 24 anos, que começou no Diriangén e, após fazer três gols em um mesmo jogo (na vitória contra Belize por 4 a 2 pela Copa Uncaf), foi considerado a grande revelação do futebol nicaragüense e contratado pelo Independiente Nacional 1906, de El Salvador.

Também em El Salvador jogam os atacantes Shawn Martin (com somente 19 anos), que, apesar de nascido na Nicarágua, começou a jogar no Águila, um dos principais times salvadorenhos, Wilber Sanchez (com 28 anos), que está no San Salvador, time mais rico do país vizinho, e Samuel Wilson, que joga no Atlético Olanchano.

Um novo estádio exclusivo para a prática do futebol está sendo construído na capital Manágua, com apoio da Fifa. O estádio, que ficará dentro de uma universidade, abrigará no futuro 25 mil espectadores e é um caminho de trazer mais popularidade e melhores resultados à Nicarágua. É um começo muito tímido e nada inspirador. Mas é um começo.

matéria de minha autoria originalmente publica no site Trivela, na seção "Conheça a Seleção"



sábado, 11 de agosto de 2007

Grasshopper (Zurique, Suíça)


Mais uma vez, na excelente comunidade orkutiana Futebol Alternativo, surge uma questão: por que o time suíço Grasshopper tem esse nome, que significa "gafanhoto" em português?

E a razão, por mais prosaica que possa parecer, é essa mesma: fundado em setembro de 1886 pelo estudante inglês Anthony Griffith, o time azul-e-branco de Zurique recebeu esse nome depois que Griffith viu amigos seus comemorando gols com tanto entusiasmo que pareciam gafanhotos saltitantes. Tanto que abaixo, é possível ver um dos primeiros escudos do time suíço.

Disparadamente recordista em títulos nacionais suíços (tem 26, enquanto o Servette, segundo colocado, tem 17), o GCZ -apelido formado pelas iniciais do time, Grasshopper-Club Zürich, teve importantes nomes em sua história, como os jogadores suíços Alfred Bickel (único jogador a participar de Copas do Mundo Pré e Pós II Guerra Mundial), Chapuisat, Türkyılmaz e Sforza, além de técnicos de grande importância para o futebol mundial, como Karl Rappan (o criador do famoso sistema defensivo que ficou conhecido como "ferrolho") e Izidor "Dori" Kürschner, considerado o fundador do WM no Brasil (precursor de quase todos as formações táticas modernas) quando treinou Flamengo e Botafogo.





A volta de Abel

Abel Braga é um técnico razoável. Na média brasileira, está acima da maioria. Dessa maioria, Gallo faz parte.

O Internacional, há 4 meses, demitiu Abel (recém-campeão da Libertadores e do Mundial) e contratou Gallo. Adicionado a isso, vendeu toda sua espinha dorsal, mantendo apenas o ótimo Fernandão. Achou que Clemer, Rubens Cardoso, Edinho, Ediglê, Índio, Iarlei e Alex (os dois últimos, bons jogadores; os outros, péssimos) iriam manter a excelente média colorada nos últimos anos.

A contratação de Gallo foi um evidente equívoco. Quando começou o Brasileiro, apostei, no Beting & Beting, que ele não chegaria nem à 10ª rodada. Errei. Ele caiu na 18ª, sem Pato, depois de um bom empate contra o Palmeiras.

E quem o Internacional contrata? Abel Braga. Me lembra o Palmeiras nas suas piores fases, que demitia e recontratava Jorge Vieira a cada 6 meses. Sinal que o time estava sem rumo. Sinal que o Inter está sem rumo.

Como disse meu amigo cearense e colorado Roderic Szasz, sinais da "depressão pós-Pato".


Aston Villa e seu escudo

Como sou brasileiro e não desisto nunca e gosto muito de Paulo Calçade, PVC e Mauro Cézar, estou assistindo, agora, sábado, 10 da manhã, o Fora de Jogo, da ESPN, que ganhou com a saída de José Trajano, mas perdeu com a entrada do insípido Luís Calvozo.

Há muito tempo, nas transmissões de jogos do futebol inglês,
assim como agora, numa reportagem sobre o Aston Villa, o canal teima em colocar o escudo errado do time (abaixo, à esquerda). E eu sempre avisando e mandando o escudo correto à época (abaixo, à direita).


No começo do ano, o time mudou de escudo (abaixo), mas continuam exibindo o escudo errado (que é da década de 70). E eu continuo enviando o escudo correto, e agora, novo. Gostaria de saber a razão de não haver a mudança nos programas da ESPN e da ESPN Brasil.




quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Mission Hill Invitational XI ?

Ontem, ouvi uma chamada no Sportv para a transmissão de um amistoso dia 10, em Taiwan, entre um time chamado Mission Hill Invitational e o Barcelona (em pré-temporada na Ásia, como já citado neste mesmo blogue). Achei estranhíssimo: primeiro, porque o futebol em Taiwan é menos do que incipiente. Segundo, porque seria estranho que uma temporada para agradar os chineses tivesse um jogo em Taiwan, historicamente um país inimigo da China. E em terceiro e talvez mais suspeito: eu nunca ouvira falar de um time taiuanês com esse nome. De memória, lembrava apenas de dois nomes: o Taipower (da capital Taipei) e o Fei To (de Kaohsiung, maior cidade do país).

Pesquisei. E vi que na verdade, o time não é um time e o jogo não é em Taiwan.

Mission Hill é um resort de alto luxo em Hong Kong, hoje um departamento da República Chinesa (com o nome chinês de Xiānggǎng), mas que futebolisticamente é independente. O "time" é um misto entre o Happy Valley e o Kitchee, dois dos maiores campeões nacionais hongkonguianos, com 6 e 3 títulos cada, atrás apenas do South China (com 26 títulos) e do extinto Seiko (com 9).

Explicado.







domingo, 5 de agosto de 2007

Juventus e a Série C

Até o Octogonal Final, ninguém vai falar nada da Série C.

Pois vejam: semana passada, o Juventus vencia o Madureira em São Paulo. Em Minas Gerais, jogavam Villa Nova (o pior time do grupo até então) e Democrata de Governador Valadares (o melhor time do grupo até então, disparado), num empate que daria a classificação à Pantera de Valadares e ao paulistano Juventus. Eis que o mineiro Villa, titubeante até então, esmaga o mineiro Demô por descontrolados 7 a 1.

7 a 1 !!

E hoje, domingo, o Juventus empata com o Democrata em Valadares. Se Madureira e Villa empatassem no Rio de Janeiro, classificar-se-iam Moleque e Pantera. O Leão do Bonfim faz 2 a 1 no Tricolor Suburbano e se classifica. Os dois mineiros se classificaram por causa daquele estranho 7 a 1.

Suspeito. Para dizer o mínimo, de novo.


Dodô

Dodô sabia do doping? Não sei, mas acho que não. Me pareceu sempre um bom sujeito, apesar de eu ter muitas restrições ao seu futebol.

O Botafogo sabia do doping? Não sei. Por Bebeto de Freitas, dirigente que muito admiro, espero que não.

Mas houve o doping. Fato.

Então, por que absolvê-lo? Por que liberar o atacante do Botafogo? Por que considerá-lo inocente? Se Dodô, do Botafogo, é inocente, por que Alex Alves, do pequenino Juventude, não é?

De novo, suspeito, para dizer o mínimo. Muito suspeito.


Beijing Guoan e Shanghai Shenhua


Hoje, dois times chineses enfrentaram dois grandes clubes europeus: o Beijing Guoan perdeu por 3 a 0 em amistoso contra os espanhóis do Barcelona e o Shanghai Shenhua foi derrotado pelo Porto, de Portugal, pelo mesmo placar. Mas que times são esses?

O Beijing Guoan é da cidade de Pequim, capital chinesa. Fundado em 1992, os
Yulinjun (Guardiães do Palácio) são parte da CITIC Group (China International Trust and Investment Corporation), empresa estatal chinesa que controla importações e exportações do gigante asiático, uma das corporações mais ricas do país desde que houve abertura do capital. Recentemente, o time montou parceria com o Real Madrid depois de longa e produtiva parceria com a Hyundai Motors. Usando uniformes verde-e-brancos, o Guoan (nome que significa "paz em todos os lugares") ainda não ganhou nenhum título da Jia A (a liga nacional chinesa), apens 3 títulos da Copa da China.

Já o Shanghai Shenhua (shenhua é uma espécie de flor típica da cidade de Shanghai, até mesmo traduzido como "flor de Shanghai" - e se escreve tudo junto, não separado, como insistiu a ESPN Brasil) é de 1993, mas tem muito mais investimentos, de empresas como a Shanghai SVA Group, SMEG (Shanghai Media & Entertainment Group) e a Huangpu Investmimentos, que acabam por se refletir em mais títulos: dois da Jia A, um da Copa da China e um da Copa dos Campeões do Leste Asiático, em junho deste ano, após vencer o japonês Urawa Red Diamonds e o sul-coreano Seongnam Ilhwa Chunma, além dos compatriotas do Shandong Luneng. Usando uniformes azuis, o Shenhua pertence ao milionário Zhu Jun e é considerado o time mais rico da China, apesar de resultados surpreendentemente sofríveis na AFC Champions League dessa temporada de 2007, quando foi eliminado na 1ª fase pelo mesmo Urawa Red Diamonds, pelos australianos do Sydney FC e pelos indonésios do Persik Kediri.

É muito interessante ver jogos de times chineses, algo muito raro na TV brasileira. Pena que as transmissões de hoje foram eurocêntricas e demonstraram uma tenebrosa desinformação por parte dos jornalistas escalados para elas. Questão de tempo e costume.



quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Pequim ou Beijing 2008 ?


Com o fim do Pan´07, as atenções voltam-se às Olimpíadas que serão disputadas ano que vem, na capital da China. Pois surge a pergunta do amigo Sergio Patrick, coordenador de esportes da Rádio Bandeirantes: "é Pequim ou Beijing" ?

A resposta é bem mais complexa do que parece.

Beijing significa "Capital Setentrional" e recebe essa grafia especialmente em idiomas anglo-saxões, como o inglês, por exemplo. Há dois modos de se ocidentalizar a escrita chinesa: a Romanização Cartográfica Postal - "Yóuzhèngshì Pīnyīn"
e a Romanização do Mandarim Moderno, mais conhecida como Pinyin - "Hànyǔ Pīnyīn".

A primeira, datada de 1906, é anterior à Revolução Cultural Chinesa e foi idealizada pelos ingleses Thomas Wade e Herbert Giles, por isso também é chamada de Wades-Giles. Nela, são eliminados todos acentos de pronúncia ou símbolos de palatização (como teríamos no nome da cidade de Xi´an, que seria escrita Shian) e todas as simbologias que não existem no inglês (como o "qu", que se transforma em "kw"), além de escrever as palavras, de forma geral, como elas são pronunciadas. Desta forma, o nome "Bei-ching" tornou-se "Peking" (Pequim, em português). É uma chamada "anglicização" e não exatamente uma romanização, pois utiliza os princípios fonéticos do inglês e não do latim. No entanto, hoje em dia, Pequim é chamada, em inglês, de Beijing.

A segunda, cujo nome significa "soletração de sons", ou tecnicamente falando, "foneticismo”. O pinyin foi adotado em 1979 pela Organização Internacional de Padronização (International Organization for Standarzation - ISO) como a romanização oficial padrão do chinês moderno. Então, supõe-se, o correto seria usá-la sempre (e então, seria Beijing).

No entanto, as palavras em pinyin, são escritas não como são lidas, mas usando uma correlação entre os ideogramas e as letras chinesas. Por isso, as palavras exigem um conhecimento da pronúncia do chinês, enquanto na Wade-Giles, isso não é necessário. Por isso, a palavra Beijing é lida "Pequim".

Desta forma, usar Pequim ou Beijing é uma questão de escolha na hora de escrever, mas para falar, é sempre Pequim. Ou seja, não existe a pronúncia "beijing". Pessoalmente, por isso, prefiro usar Pequim, por ser mais familiar e mais palatável ao brasileiro. Afinal, quantos brasileiros conhecem a cidade de Beijing?

Considero usar "Beijing" um preciosismo algo desnecessário. Porém, é importante padronizar: usou Pequim, use Nanquim, Shian, Tiananmen e Tientsin. Usou Beijing, use Nanjing, Xi´an, Tiān'ānmén e Tianjin.